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História e Geografia

Fabricação de “Ferros” no Brasil

Da “FáBrica PatrióTica” ao Vale Fluminense do paraíBa (1812–1941): uma HistóRia sem Compromissos…

1ª Edição - 2025183 páginasApprispt
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Sinopse

Neste livro, trataremos da história da implantação, desde o Brasil colonial, da “grande siderurgia”, a qual, finalmente, seria realizada em fins do histórico período do Estado Novo. Indústria de base, geradora de forte polissemia industrial, mas dependente da aplicação de expressivos capitais intensivos, e de retorno em prazos dilatados, a luta por sua implantação foi longa e tumultuada, terminando após a intervenção Estatal. As primeiras medidas para implantar uma fabricação de ferros teriam ocorrido em 1803, com a publicação, em Lisboa, da “Memória”, de Martim Francisco Ribeiro de Andrada, recomendando a construção, em Sorocaba-SP, daquela que será a fábrica de ferro de São João do Ipanema. Após chegar ao Brasil, em 1808, o príncipe regente, D. João, aprovaria o projeto do Intendente Câmara, para uma nova fábrica de ferro, dotada de um alto-forno, em Morro do Pilar-MG. Em 1812, Ludwig Von Eschwege recebia a missão de modernizar a mineração do ouro e realizar a metalurgia do ferro em Minas Gerais, e em 1814, fundava a “Fábrica Patriótica”, dotada de quatro forjas catalãs, nas proximidades de Congonhas do Campo-MG. Essa foi uma “fábrica-escola” para a siderurgia em Minas Gerais, por-quanto fez constelar-se de forjas todo o interior mineiro até 1896, quando o primeiro alto-forno, no Brasil, passaria a operar em Itabirito-MG, usando o carvão vegetal como combustível e agente redutor. Em 1920, o grupo belgo-luxemburguês Arbed instalaria na cidade de Sabará, junto às suas jazidas minerais da Serra do Curral, a primeira aciaria e laminação de ferros redondos, com capacidade para 25.000 t/ano de aços acabados. Em 1938, com o início da Segunda Guerra Mundial, seria assinado o Acordo de Washington, no qual o Governo Getúlio Vargas se comprometia em fornecer minérios de ferro para os EUA, e estes, por intermédio do EXIMBANK, comprometiam-se a emprestar ao Brasil 25 milhões de dólares. Em seguida, em 1941, seria constituída a Companhia Siderúrgica Nacional, cuja aciaria e alto-forno a coque, com capacidade inicial para 600 mil toneladas anuais, em aços acabados, seria implantada em Volta Redonda-RJ, em 1942.

Sobre J.

Engenheiro Metalurgista. Doutor em História (Ênfase em Economia)

Detalhes do livro

Título
Fabricação de “Ferros” no Brasil
Autor
J. C. Vargens Tambasco
Editora
Appris
Ano
2026
Páginas
183 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786525080468
Edição
1ª Edição - 2025
Formato
Brochura

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