Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
Se você quer entrar no mundo da ficção mas não sabe por onde começar, esta lista é para você. Selecionamos livros envolventes, acessíveis e impossíveis de largar.
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Excelsior apresenta universo simbólico de Alex Cervený Com edição da Galeria Almeida & Dale e da Ubu, Excelsior é o primeiro livro abrangente dedicado à obra de Alex Cervený, em publicação bilíngue Excelsior é uma jornada visual e textual pelo universo poético de Alex Cervený, um dos artistas mais singulares da arte brasileira contemporânea. O livro se abre com uma carta do artista ao leitor, na qual Cervený apresenta de forma bem-humorada sua abordagem e oferece ferramentas interpretativas para o engajamento com suas imagens. Em seguida, uma introdução do curador e crítico de arte francês Nicolas Bourriaud situa o artista no campo expandido da arte contemporânea e da imaginação crítica, enquanto um ensaio de Giancarlo Hannud propõe uma leitura de seu repertório simbólico à luz de suas vivências sob a ditadura civil-militar, de suas viagens e deslocamentos, e de um repertório formativo que inclui desde a cultura de massa e a vida familiar até os primeiros encontros com a arte. As obras, reunidas em núcleos temáticos e acompanhadas por breves declarações do artista, revelam em si mesmas os motivos que atravessam sua produção: a memória, o corpo, o sagrado e o profano, o humor, a cartografia e a metamorfose. Ao transitar entre livro de artista e estudo crítico, Excelsior convida o leitor a uma leitura em camadas da produção de Cervený, revelando a espessura simbólica e a liberdade formal de seu traço, tecido a partir de memórias íntimas e referências culturais compartilhadas.
Alex Cervený é um artista visual brasileiro cuja trajetória singular se construiu à margem dos sistemas previsíveis. Sua obra, que percorre desenho, gravura, pintura, cerâmica e bronze, condensa um universo visual próprio, povoado por mitologias pessoais, geografias imaginárias e memórias afetivas. Um artista diferente, que fez da árvore um autorretrato, do baralho uma máquina de ver o mundo, e da viagem um método para reorganizar o visível. Suas imagens constroem-se em camadas sobrepostas, como palimpsestos de histórias interiores, criando um sistema ambíguo, delicado e radicalmente autônomo. Realizou sua primeira exposição individual aos dezenove anos, em Belém do Pará, em 1983. A partir dos anos 1990, consolidou-se como presença singular da cena brasileira, participando da 21ª Bienal de São Paulo (1991), da 23ª Bienal de Sydney (2022), e das exposições Nous les Arbres (2019) e Siamo Foresta (2023) na Fondation Cartier pour l’art contemporain, em Paris. Também integrou mostras como Mondo Reale, pela Fondation Cartier, como parte da Trienal de Milão (2022), e a Bienal de Gwangju (2024). Em 2023, realizou sua primeira exposição panorâmica, Mirabilia, na Pinacoteca de São Paulo, reunindo mais de cem obras produzidas ao longo de quatro décadas.
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