Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
Coleção Biblioteca Luso-Brasileira
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A primeira edição de Contrastes e Confrontos reuniu, em 1907, artigos de Euclides da Cunha publicados originalmente na imprensa. Esses textos compõem um retrato dos primeiros anos da República, no qual Cunha expõe sua visão a respeito de figuras históricas, como o marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, e de questões sociais que acompanham o país até hoje, como o descaso com as secas do Extremo Norte brasileiro. A obra é uma coletânea de artigos vibrantes. Em um desses textos, intitulado “Entre o Madeira e o Javari”, o tema é o povoamento da região amazônica. Já no artigo “O ideal americano”, Cunha é ácido com o então presidente dos Estados Unidos: “Roosevelt é um estilista medíocre”. O artigo que dá título ao livro, Contrastes e Confrontos, trata da ocupação do solo pelas populações por meio das observações de Euclides da Cunha no Peru. Esses textos, além de valorosos como registro da História, trazem à luz os posicionamentos de um dos maiores escritores e jornalistas brasileiros.
Euclides da Cunha nasceu em 1866, no estado do Rio de Janeiro. Engenheiro, militar, escritor e jornalista, atuou como enviado especial do jornal O Estado de São Paulo na cobertura da Guerra de Canudos, em 1897. As anotações sobre a guerra serviriam de base para a elaboração de seu maior clássico literário: Os sertões, publicado cinco anos depois. Foi aluno da Escola Militar da Praia Vermelha e da Escola Superior de Guerra, onde se graduou como bacharel em Matemática, Ciências Físicas e Naturais. Foi membro da Diretoria Geral de Obras Militares, do Corpo do Estado Maior e da Superintendência de Obras Públicas do Estado de São Paulo. Morreu em 1909, em um duelo de armas contra o tenente Dilermando de Assis, a quem acusava de ser amante de sua esposa, Ana Ribeiro, filha do general Solon Ribeiro, militar de destaque na proclamação da República. Após sua morte, a viúva casou-se com o jovem tenente.
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