Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
Se você quer entrar no mundo da ficção mas não sabe por onde começar, esta lista é para você. Selecionamos livros envolventes, acessíveis e impossíveis de largar.
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Max tem 7 anos, um cachorro bebê chamado Maui e uma avó com tatuagem de rosa. Mas Max tem muito, muito mais coisas. Tem aulas de natação e treinos de capoeira. Tem uma prancha azul em que surfa com seu pai. Tem uma amiga que o acorda com dez beijos de jacaré, e um tio que o leva de carona para a escola. Mas, acima de tudo, Max tem muito amor pela vida, pelas pessoas e por sua família. Além de uma sensibilidade extraordinária - que, aliada à paixão pelos livros e pelos desenhos, o fez escrever sua primeira história já assim, tão novo, dando origem a este Eu sou o Max!. Nele, o autor-protagonista não apenas descreve sua rotina e o mundo à sua volta de maneira cativante e cheia de afeto, como também tece um elogio à diversidade. Max é um menino com Síndrome de Down, a ocorrência genética mais comum no mundo - e uma característica pessoal que, em nossa sociedade, não raro ainda precisa enfrentar rastros de preconceito e de desinformação. Por isso tudo, a narrativa que o pequeno Max escreveu à mão, sozinho - só com a obra pronta foi mostrar aos pais! - é por si só uma história de superação e de liberdade, que revela a importância da expressão artística e do fortalecimento das subjetividades e da autonomia de nossas crianças. Eu sou o Max! busca o caminho da inclusão, dissolvendo mitos e preconceitos com relação às pessoas com síndrome de Down. E, assim, pode se tornar ferramenta poderosa de apoio aos pais de crianças típicas, ao ajudá-los a apresentar uma nova forma de ver as diferenças, mais solidária e feliz. Ao narrar suas aventuras cotidianas, afinal, Max constrói uma história em que o olhar infantil passeia pelas conquistas e alegrias da rotina, criando um universo exuberante e cheio de graça. Descrevendo as diferentes características de seus parentes e amigos e as situações com as quais precisa se haver, dia a dia, Max espelha um mundo repleto de amor, coragem e empatia. Impossível não se emocionar com sua capacidade de descrever a felicidade de momentos triviais: a valentia que impele o medo de andar a cavalo, a alegria genuína de integrar um espetáculo teatral. Um microcosmo que ganha ainda mais vida com as ilustrações de Cris Eich, com seus traços vibrantes e cheios de ternura. Não bastasse isso tudo, importante ressaltar que, no Brasil, há apenas três escritores adultos com síndrome de Down, de cujas obras são coautores. Outros poucos livros em que o protagonista tem síndrome de Down foram escritos por pessoas típicas. O que faz deste Eu sou o Max! uma produção artística ainda mais rara, visto que foi escrito, de forma autônoma, por uma criança com síndrome de Down. Uma conquista ainda mais importante na luta por uma sociedade inclusiva. E, por último, mas não menos importante: a obra foi escrita em letra bastão para garantir a acessibilidade, uma vez que as pessoas com síndrome de Down, em grande parte, tem maior facilidade de leitura neste tipo de letra.
Planeje no seu ritmo
Esta edição tem 48 páginas. Escolha uma meta diária possível e ajuste o plano conforme a leitura avançar.
Ritmo tranquilo
5 dias
10 páginas por dia
Ritmo constante
3 dias
20 páginas por dia
Ritmo intenso
2 dias
30 páginas por dia
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