Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Para qualquer pessoa com o mínimo de curiosidade sobre viagens, ou até mesmo para quem já tenha ido à índia, EU, MINHA (QUASE) NAMORADA E O GURU DELA revela-se uma história engraçadíssima sobre a típica viagem estudantil de estilo “mochilão”. O romance tornou-se um dos maiores best-sellers mundiais através da escrita ácida de William Sutcliffe, com livros publicados em mais de 20 países. O protagonista é Dave, um estudante londrino de 19 anos que decide tirar um “ano sabático” antes de ingressar na faculdade. Ele não tinha a menor intenção de se arriscar fora dos limites europeus até seu melhor amigo, James, namorado da estonteante Liz, lhe propor um desafio: “Você quer fazer algo realmente prático para o seu currículo?”, ele provoca quando Dave diz que planejava um emprego de garçom em uma estação de esqui suíça. Para viajar e “viver uma grande experiência”, de preferência, o destino seria algum país asiático, algo que se diferenciasse bem daquela rotina imperialista que vivia na Inglaterra — mas para Dave, esse tipo de experiência se resumia a nada mais do que viajar para um lugar sujo, sem nada interessante para fazer e onde você provavelmente ficaria muito doente... É então que James, sem medo de desafios, decide seu destino pelos próximos 8 meses: o Himalaia. E, para surpresa de Dave, a deslumbrante Liz o incentiva a embarcar ao seu lado numa viagem à índia, em vez de acompanhar o namorado. Ele nem pensa duas vezes: como já estava se sentindo pressionado a ter uma dessas viagens na bagagem, Dave se empolga com certa tensão sexual que surge entre os dois e aceita a proposta. Mas o tão fantasiado passeio romântico regado a muito sexo logo se transforma em um inferno. A encantadora Liz se revela uma garota temperamental e extremamente egoísta. Sofrendo com o calor intenso, com as péssimas acomodações, com as comidas estranhas e, claro, com a tirania de Liz, Dave começa a se perguntar o que foi fazer ali. Como não tem outra opção a não ser seguir viagem pela índia, ele acaba se distraindo com as divertidas companhias que encontra e embarcando em uma viagem de autoconhecimento que, apesar dos seus preconceitos, mudará para sempre a sua vida. “Nesta sátira social, Sutcliffe cria personagens com muito estilo.” The Times
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