Como acompanhar a leitura dos alunos sem aplicar prova
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O presente livro traz uma contribuição muito valiosa para o campo de estudo não só da ditadura instalada no Brasil em 1964, mas também para os processos ditatoriais na América Latina durante a Guerra Fria, adicionando a dimensão central das transformações econômicas e sociais das ditaduras e dando visibilidade à classe trabalhadora como sujeito central dessa história. Constitui uma contribuição muito interessante ao crescente campo de estudo sobre o trabalho e as trabalhadoras e os trabalhadores durante a ditadura, iluminando tanto os processos de luta e organização quanto os impactos regressivos das políticas ditatoriais, não somente em termos repressivos, mas também no que se refere ao direito de protestar, às condições de trabalho e de salários e ao controle e disciplinamento nos lugares de trabalho. Ao mesmo tempo, o livro dialoga de forma muito frutífera com a produção recente sobre empresariado e ditadura no Brasil. Não só coleta os diversos aspectos, como é o caso do papel das organizações e das instituições empresariais no golpe, mas também toma como eixo central a aliança empresarial-militar que assumiu diversas articulações nos planos econômico e repressivo, trazendo evidências originais de enorme importância. Além disso, o livro recolhe e reflete articulações regionais confirmadas nos últimos anos em torno desse tema que envolvem equipes e investigadores de diversos países da América Latina, com especial foco no caso argentino, retomando debates metodológicos e conceituais relevantes. A partir desse olhar amplo e generoso, reforçado pela inclusão de reproduções das fontes originais de arquivo, da imprensa e de fotografias que dão uma grande sólida análise e abrem o material para outras pesquisas. O presente livro contribui para mostrar a centralidade da participação empresarial no emaranhado ditatorial e na repressão às trabalhadoras e aos trabalhadores, reivindicando um aprofundamento do processo de memória, verdade e justiça no Brasil e em toda a América Latina. Victoria Basualdo, pesquisadora do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet) e coordenadora do programa “Estudios del Trabajo, Movimiento Sindical y Organización Industrial” na Flacso Argentina. Pesquisa o envolvimento do empresariado e de sindicalistas pelegos na última ditadura argentina. Suas pesquisas foram importantes para iniciativas de responsabilização de empresas que cometeram graves violações de direitos humanos durante a ditadura argentina, entre elas a Ford e a Mercedes-Benz
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