Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Novas e Antigas Maneiras de Pensar (N) as Cavernas
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Coordenada por Marcia Tiburi, a coleção Pop Filosofia se destina a apresentar novos conceitos no campo da filosofia (e das ciências humanas em geral), à qual o filósofo francês Giles Deleuze chamou de “Pop filosofia”. Segundo Deleuze, “conceitos sa~o como sons, cores ou imagens, sa~o intensidades que convém ou não, que passam ou não passam. Pop Filosofia”. A filosofia pop se refere a “intensidades”, às coisas que nos afetam: o cotidiano, acontecimentos e conteúdos que historicamente são negligenciados pela filosofia acadêmica, afeita à certa ideia de filosofia enquanto repetição da história das ideias. No entanto, não se trata de uma ideia de filosofia “popular”, uma simplificação. Ao contrário, a Pop Filosofia diz respeito à capacidade de criar conceitos no mesmo sentido em que Andy Warhol “transfigurou” o lugar-comum com sua pop art. A filosofia pop, portanto, trata de outra forma de ver e de mostrar. A filosofia acadêmica tem uma importância fundamental, isso está claro, mas pode tornar-se rígida e impedir o avanço da própria filosofia e, sobretudo, de seu alcance, tendo em vista uma sociedade de jogos de linguagem dinâmicos. Por isso, a Pop Filosofia também é um desafio. Trata-se de um projeto que envolve a perspectiva da “filosofia criativa”, na qual os autores convidados são desafiados em sua liberdade, propondo novas leituras e até mesmo novos conceitos. Neste volume, Charles Feitosa lança mão do neologismo “espeleosofias”, que significa, literalmente, “sabedorias das cavernas”, para pensar novas formas de olhar para o mito da caverna de Platão, um clichê teórico que, como todo clichê, teve suas potencialidades implodidas com o passar do tempo. Neste projeto de revisão do mito, das suas referências clássicas até as suas retomadas pela cultura pop, como no filme Matrix, o autor propõe pensarmos espaços de “cavernas-encruzilhadas”, onde saberes díspares podem se atravessar.
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