Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
Passagem Pelos Portais da Metamorfose
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Eros e Psique: passagem pelos portais da metamorfose é resultado das pesquisas feitas pela autora em seu Pós-Doutoramento em Semiótica e Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) sob a tutoria da Profa Dra Maria Lúcia Santaella Braga./nTrata-se de uma abordagem moderna do antigo mito de Eros e Psique, analisado e confrontado com obras posteriores, de diferentes origens e gêneros literários, mas com as quais possui alguma relação. O embasamento para tal propósito está nos pressupostos de teóricos como Bakhtin, Peirce, Greimas, Kristeva, Barthes, entre outros, acerca de questões concernentes a semiótica, oralidade, intertextualidade, informática mitologia e teorias do discurso, da narrativa e da poesia. /n/nDividido em seis capítulos, Eros e Psique aborda no Capítulo 1 a cultura e as formas simples, nascidas dos primeiros gestos verbais da humanidade - lendas, contos, mitos - cujo núcleo é sempre um acontecimento, um fato real. /nNo Capítulo 2, apresenta o confronto das formas simples e suas derivações, no tempo e no espaço, dividido em: narrativas de tradição oral, das formas simples para as eruditas, formas de tempo e de cronotopo no romance, migração das formas: paráfrase, paródia e suas variantes, temporalidade e espacialidade, e a literatura da Idade Média, na qual há atuação do meio social. /n/nNa seqüência, são tratadas as formas em resgate (origens, migração e miscigenação) e apresentada uma análise de relatos, que inclui obras de autores do porte de Apuleio, Almeida Garrett, Domingos Olympio e Guimarães Rosa. O Capítulo 4 é dedicado à passagem do mito ao ciclo dos contos de fadas do noivo(a) animal, que tem em A Bela e a Fera a estórias mais conhecida. Também são citadas as estórias de O Príncipe Sapo e O Príncipe Lagartão. /n/nO Capítulo 5 traz uma análise de relatos do mito ao conto, citando Theophilo Braga e Luís da Câmara Cascudo. Encerra o trabalho o Capítulo 6 que vai do mito aos poemas, com análise de um poema de Fernando Pessoa. /nA obra conta ainda com uma significativa iconografia e uma vasta e moderna bibliografia que oferecem aos leitores a possibilidade de ampliar conhecimentos e aprofundarem-se no assunto. /n
Lúcia Pimentel Góes nasceu em Amparo (SP). Formada em Música (Curso Superior Federal) e em Direito (USP), pós doutorada em Comunicação e Semiótica na PUC-SP, publicou seu primeiro livro, Reinações de Miche e Lucita, em 1969. As palestras decorrentes dele levaram-na de volta à universidade. Hoje, é professora livre-docente e associada e professora titular da Faculdade de Letras (USP). Coordenou durante vinte e dois anos os Seminários de Literatura para crianças e jovens das Bienais Internacionais do Livro de São Paulo. Já possui mais de 160 livros publicados e outros em preparação. Recebeu diversos prêmios no Brasil e exterior.
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