Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A partir de pensadores como Claude Lefort, Maquiavel e Marilena Chaui, Silvana Ramos apresenta a democracia moderna com conceitos novos. A democracia é possibilidade de suspensão temporária (o conceito de epoché) da lei e da instauração de novos direitos. Ela é espaço aberto para a entrada em cena de novas agentes. Não tem elemento exterior à sociedade e isso significa que o lugar do poder é vazio, está sempre em questão. Toda sociedade é marcada pelo conflito entre os grandes (os que desejam dominar) e o povo, que deseja não ser dominado. Esse conflito entre a dominação e o desejo de liberdade abole a ilusão da boa sociedade e do bom governo. Uma vez que não há comunidade política livre e transparente sem conflitos, não é possível o corpo político produzir uma imagem acabada de si mesmo. Silvana Ramos então compreende a experiência do corpo democrático como um corpo despedaçado. A partir de Merleau-Ponty, o “Caso Dora” de Freud é usado para representar a experiência da desestruturação e para explorar o conceito de despedaçamento e sua experiência pelo corpo político. O objetivo da aproximação entre a histérica freudiana e a experiência subjetiva moderna é mostrar que a liberdade está articulada à afirmação de que nenhuma identidade pode definir a experiência individual ou coletiva. A autora afirma ainda que a possibilidade de pensar abstratamente não está dada para as mulheres. Este livro é também um diálogo com a teoria feminista contemporânea a partir da obra de filósofas brasileiras como Chaui, Beatriz Nascimento e Gilda de Mello e Souza. O livro é dividido em quatro partes. Na parte i, mostra a originalidade da democracia moderna em comparação com sociedades pré-modernas (a democracia ateniense ou o Ancien Régime francês) e modernas, tais como o totalitarismo. Na parte ii, discute o papel do conflito na democracia moderna a partir das lutas por direitos. Na parte iii, estuda a experiência brasileira com os escritos de Marilena Chaui e de Beatriz Nascimento. Na parte iv, retoma a filosofia política de Lefort e discute seu parentesco com a fenomenologia de Merleau-Ponty. Por fim, apresenta uma reflexão sobre a filosofia no Brasil, assunto que a autora investiga atualmente. O epílogo retoma o Brasil atual e reflete sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Outros livros de Silvana de Souza Ramos
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
A crise climática é o desafio do século. Estes livros explicam o que está acontecendo, por que importa e o que pode ser feito, com ciência, urgência e esperança.
Para escolas, universidades, autores e editoras