Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
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& Outros Espelhos PóS-Coloniais
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Se um movimento a inscrever na história do cinema pode ser interrogado e dele se aguarda, com expectativa, uma linguagem cinematográfica inteiramente inovadora, vale notar que um total ineditismo seria o ininteligível. Um espantoso e surpreendente ineditismo e´ uma absoluta impossibilidade, já que o Outro nunca e´ assim tão distante de mim. Acresce que a tecnologia de que o VNA dispõe e´, logo a` partida, ideológica, faz parte de um paradigma, de um modo de ver e de uma visualidade padronizada (para não ir mais longe, lembremos a associação da imagem cinematográfica com a perspectiva renascentista). A perspicácia da investigação de Marcos Aurélio Felipe e´ ter nos filmes do Vídeo nas Aldeias um ‘ponto de partida e de chegada’ e estar esclarecido quanto a serem os paradigmas já instalados que não encaixam, visto que ‘as molduras históricas, políticas e este´ticas do Terceiro Cinema e do Cinema Periférico não apresentam o enquadramento mais adequado’, mas reabrem debates. A discussão sobre encenac¸a~o e reencenação (em vários momentos deste livro) e´ bem sintomática de uma sempre necessária reavaliação de conceitos. O cinema indígena, conforme constantemente assinalado, e´ exemplar em ‘atos de desobediência’ porque consciente dos discursos coloniais e pós-coloniais por parte de quem segura os espelhos, garantindo uma assinalável e complexa inversão desses espelhos.
É professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Lotado no Departamento de Práticas Educacionais e Currículo (DPEC), do Centro de Educação (CE), atua na área das tecnologias educacionais. Com formação em História, tem mestrado e doutorado em Educação pela UFRN e, em 2018-2019, realizou estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – com projeto de pesquisa sobre a ONG Vídeo nas Aldeias (VNA). Tem publicações em periódicos nacionais e internacionais. Pesquisa história do documentário, cinematografias contemporâneas e cinema indígena, a partir da perspectiva pós-colonial e dos estudos de cinema.
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