Como a leitura pode acelerar sua carreira profissional
CEOs leem em média 60 livros por ano. Coincidência? A leitura desenvolve habilidades que nenhum curso online consegue: pensamento crítico, empatia e comunicação.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Entre 1892 e 1924, cerca de 16 milhões de imigrantes passaram por Ellis Island, ilhota situada a sudoeste de Manhattan, próxima da Estátua da Liberdade. O lugar ficou conhecido como “ilha das lágrimas” e durante décadas funcionou como porta de entrada para os que chegavam aos Estados Unidos, sobretudo europeus expulsos de sua terra natal pela miséria, intolerância política, racial ou religiosa. No final dos anos 1970, Georges Perec visitou a ilha com o cineasta Robert Bober, a fim de registrar os vestígios de quem por ali passara e de realizar um filme sobre o porto, material que depois foi transformado neste livro. Como descrever esse lugar? Como narrar a história de milhões de pessoas que fariam parte da formação daquele país? E como pensar na própria condição do autor como judeu e estrangeiro? São essas algumas das perguntas que atravessam Ellis Island, um dos últimos livros publicados por Perec. Com tradução a quatro mãos por Vinícius Carneiro e Mathilde Moaty, a obra divide-se em duas partes: primeiro com a descrição de dados objetivos da inspeção que ocorria no porto e depois uma digressão sobre o lugar do autor dentro desse caminho da diáspora. Como escreve Paulo Neves no texto de orelha, “Ellis Island não é um simples documento do passado. O que Perec reconhece é uma figura recorrente da história: a migração forçada dos povos (como o atesta o drama contemporâneo dos refugiados) na qual também ressoa a própria trajetória pessoal, marcada desde a infância pelo desaparecimento da mãe em Auschwitz e pelo fato de ser judeu (algo ligado ‘a um silêncio, uma interrogação’).”
Nasceu em Paris, em 1936, filho de judeus poloneses que imigraram para a França. Perdeu o pai no fronte, durante a Segunda Guerra, e a mãe num campo de concentração. Dono de uma obra extensa que atravessa os gêneros, fez parte do grupo experimental OuLiPo (Ouvroir de Littérature Potencielle), fundado por Raymond Queneau. Publicou, entre outros, As coisas, W. ou a memória da infância e A vida modo de usar. Perec faleceu em 1982.
Outros livros de Georges Perec
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
CEOs leem em média 60 livros por ano. Coincidência? A leitura desenvolve habilidades que nenhum curso online consegue: pensamento crítico, empatia e comunicação.
Em um mundo de algoritmos e vídeos infinitos, criar um filho leitor parece missão impossível. Mas há estratégias simples e comprovadas para fazer os livros competirem, e ganharem.
Uma estante virtual organiza tudo que você leu, está lendo e quer ler. Veja como montar a sua e quais os benefícios de ter um registro digital das suas leituras.
Para escolas, universidades, autores e editoras