Como usar a leitura para aprender (ou melhorar) um idioma
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Abordagem Policial e Discriminação na Cidade do Rio de Janeiro
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" Percebendo a carência de levantamentos sobre questões ligadas ao sistema de justiça criminal do ponto de vista racial, a cientista social Silvia Ramos e a antropóloga Leonarda Musumeci escreverem Elemento Suspeito: Abordagem Policial e Discriminação , se tornando uma leitura obrigatória nos dias atuais. Em tese, qualquer pessoa que circule pelas ruas da cidade está sujeita a ser parada e revistada numa abordagem policial. Mas na prática só alguns serão escolhidos, e essa escolha não é aleatória, mas sim assentada em critérios prévios de suspeição, em que o elemento racial é o fator preponderante. Em Elemento suspeito: abordagem policial e discriminação , de Silvia Ramos e Musumeci , comprova que a combinação entre idade (jovens), gênero (homens), cor (negros) e classe (pobres) – determinada pela moradia em favela – é o que mais identifica o que seria o típico “elemento suspeito”, no jargão policial, ou “freio de camburão”, na gíria dos jovens de periferia. Elemento suspeito: abordagem policial e discriminação conta com uma pesquisa riquíssima, cuja análise foi elaborada a partir de entrevistas com moradores e policiais da cidade do Rio de Janeiro com dois propósitos. O primeiro, conhecer as experiências da população carioca com a Polícia, sobretudo em contextos de abordagem ou blitz, procurando não só identificar variações na quantidade e qualidade dessas experiências em diferentes segmentos sociais, mas também compreender como elas afetavam percepções e opiniões sobre o trabalho policial. O segundo, conhecer os mecanismos e critérios de construção da suspeita por parte dos policiais militares, responsáveis pelo policiamento ostensivo, buscando verificar a possível influência de filtros sociais e raciais na definição dos “elementos suspeitos”, ou seja, das pessoas com maior probabilidade de ser paradas e revistadas pela Polícia. “As relações simbólicas entre cor e criminalidade no Brasil, embora históricas e evidentes, não correspondem a suficientes estudos que indiquem como se desenvolvem, quais seus mecanismos e em qual intensidade os estereótipos ligados a cor e raça afetam o sistema”, contam as autoras. "
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