Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Edição de Bolso
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A nova série de aventuras narrada na continuação da obra, publicada em 1615, começa com o fidalgo recaindo em sua loucura cavaleiresca ao saber que suas primeiras andanças foram contadas em livro - e um livro de grande sucesso! Sempre ao lado de Sancho Pança, ambos intrigados (e envaidecidos) com sua condição de personagens literários, D. Quixote se depara com vários leitores de sua história, muitos deles querendo ver sua loucura em ação, em cenários armados sob medida. Com isso, a situação se inverte: se antes D. Quixote projetava suas fantasias literárias na realidade, agora elas estão no mundo, por obra de seus leitores. Nesse cenário inquietante, a loucura de D. Quixote mostra novos alcances e Sancho sofrerá estranhas metamorfoses. No episódio mais famoso do volume, o lavrador sábio-tonto é posto à prova à frente de um governo fictício, que ele leva tão a sério que surpreende até os inventores da brincadeira. Este volume traz ainda o ponto máximo da ironia cervantina, ao dialogar com sarcasmo com uma certa continuação pirata de D. Quixote publicada pouco antes. É no salto entre o primeiro e o segundo Quixote que Cervantes virou a literatura do avesso, lançando num novo patamar o grande jogo do qual todos escritores e leitores participamos. O engenhoso cavaleiro D. Quixote de La Mancha, segundo volume da obra-prima de Cervantes, agora em formato de bolso, com preço acessível e conteúdo da melhor qualidade: além da premiada tradução de Sérgio Molina, ambos os volumes são apresentados por elucidativos ensaios de Maria Augusta Vieira, a maior autoridade brasileira em Cervantes.
Sérgio Molina nasceu em Buenos Aires em 1964 e mudou-se para o Brasil aos dez anos de idade. Estudou Ciências Sociais, Letras, Editoração e Jornalismo na USP. Começou a traduzir do espanhol em 1986 e verteu para o português mais de sessenta livros, de autores como Alejo Carpentier, Jorge Luis Borges, Ricardo Piglia, Roberto Arlt, Mario Vargas Llosa, Tomás Eloy Martínez, Ernesto Sabato, César Aira e Javier Cercas. Sua tradução para a primeira parte de D. Quixote foi premiada na 46º edição do Prêmio Jabuti (2004).
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