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Literatura Estrangeira

Divã Ocidento-Oriental

1ª Edição - 2020448 páginasEstaçao Liberdadept
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Sinopse

O Divã ocidento-oriental é o resultado do movimento de Goethe em direção ao Oriente, “de onde há milênios têm chegado a nós tantas coisas grandiosas, boas e belas”. Este desejo teve sua gênese no encontro do poeta alemão com o Diwan — “coletânea”, “ciclo” — do persa Hafez. Reunindo mais de 500 gazéis (poemas curtos e líricos, de temática mística ou amorosa), o Diwan de Hafez circulava pelo Oriente desde o século XIV. Quando a primeira tradução integral deste conjunto chega a Goethe, ele é arrebatado por sua leitura e tomado de uma necessidade de responder produtivamente à “poderosa aparição” de Hafez, a quem Goethe passou a considerar um “gêmeo”. O alemão, então com 64 anos, decide renovar-se como criador e empreender sua viagem literária rumo ao Oriente. Por meio de leituras, pesquisas e traduções, o poeta se transplanta ao antigo mundo das Mil e uma noites, às civilizações dos livros sagrados e suas tradições poéticas. O Divã ocidento-oriental é o relato dessa imersão. Sob estes signos, Goethe produz intensamente — só no primeiro ano de trabalho foram mais de 100 poemas. Ao fim do processo, as poesias “orientalizantes” foram reunidas em 12 livros temáticos. Os versos cantam o amor, a guerra, as religiões abraâmicas, o zoroastrismo, a sabedoria popular, a própria poesia, a mística islâmica do sufismo, bem como o êxtase da sensualidade e dos prazeres do corpo, incluídos aí a comida e o vinho. Aos poemas segue-se uma seção em prosa, em que Goethe destrincha seu fazer poético, suas fontes e brinda suas ideias sobre a história da literatura e da tradução. Outro encontro marcante na história do Divã é o de Goethe com Marianne von Willemer. A jovem é a interlocutora do jogo dialógico-amoroso presente em todo o Divã, onde assume a figura de Zuleica e Goethe, a de Hatem. No “Livro de Zuleica”, três poemas são da pena de Marianne, embora nunca creditados. Esta tradução é a primeira vez em que a íntegra da poesia (aqui em versão bilíngue) e da prosa que compõem o Divã ocidento-oriental aparecem conjuntamente em português. O trabalho foi objeto de doutorado do tradutor e pesquisador Daniel Martineschen. O tradutor também assina um posfácio que conta mais sobre a escrita do Divã por Goethe, a história das traduções da obra, e a história da presente tradução.

Sobre Johann

Johann Wolfgang von Goethe, nascido em Frankfurt em 28 de agosto de 1749, é provavelmente o principal nome da história da literatura alemã. Com 25 anos, publicou Os sofrimentos do jovem Werther (também traduzido por esta editora), fenômeno cultural que fez do jovem autor uma celebridade literária na Europa. Foi precursor do romantismo, junto ao amigo Friedrich Schiller. Sua vasta obra artística, ladeada por uma carreira como homem da corte em Weimar e por investigações nas ciências naturais, representa uma reflexão aguda sobre o destino humano individual e coletivo na modernidade. Seu efeito em toda a arte e pensamento europeus no século XIX foi dramático e definidor, tendo Goethe influenciado de Napoleão a Hegel, de Nietzsche a Darwin. Além de Werther, outras de suas obras referenciais incluem Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister [1797], Fausto [1806] e As Afinidades Eletivas [1809]. Morreu na cidade de Weimar, em 22 de março de 1832.

Detalhes do livro

Título
Divã Ocidento-Oriental
Autor
Johann Wolfgang Goethe
Editora
Estaçao Liberdade
Ano
2026
Páginas
448 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788574483078
Edição
1ª Edição - 2020
Formato
Brochura

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