Como acompanhar a leitura dos alunos sem aplicar prova
A prova de livro é um termômetro ruim: só mede quem leu o resumo. Conheça métodos que avaliam a leitura de verdade e ainda aumentam o engajamento dos alunos.
Coleção Tese de Doutoramento Volume 2
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Pode-se olhar para África sob diversos ângulos. Ao escolhermos a perspectiva histórica e, portanto, zetética, somos forçados a abordar as várias civilizações que, nela existiram, e as razões que as levaram a emigrar para determinadas regiões do continente ao longo de séculos. O livro aborda questões tais como a raciação, a expansão bantu, a colonização portuguesa, o nacionalismo africano e finalmente a descolonização.O que parece fácil é falar dos direitos humanos a partir da época da descolonização. Na verdade, porém, eles estiveram sempre presentes em todas fases históricas. O livro recupera o registo testemunhal publicado por historiadores e doutrinários interessados em questões coloniais, por acreditar-se que durante a guerra colonial, as barbaridades cometidas, permanecem envoltas em mistério, merecendo uma reflexão crítica que contribua para a sua desmistificação, através da revisitação de muitas verdades enterradas juntamente com as próprias vítimas. Esta perspetiva alargada justifica o cruzamento de relatos dentro das possibilidades propiciadas pelo acervo histórico de cada uma das três ex-colónias em análise (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau), mas também do país ex-colonizador (Portugal). Ainda assim, deve sublinhar-se que a obra pretende, sobretudo, aferir as implicações que estes acontecimentos trágicos deram azo no campo dos direitos humanos.
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