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Instrumentos da Estratégia de Inserção Internacional da China no Século XXI
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A China iniciou o processo de abertura no final dos anos 70, mas até hoje a reação dos seus observadores contém um misto de admiração, surpresa e incompreensão. Admiração com o gigantismo, surpresa com a rapidez das transformações e incompreensão por não se poder avaliar como um país com premissas tão diferenciadas das ocidentais poderá interagir com o Ocidente, ter influência e voz no contexto internacional. A visão do boom econômico foi de tal forma dominante que muitos outros aspectos da vida chinesa foram deixados de lado. É nisso que o livro de Paulo Menechelli traz uma contribuição singular. Paulo exibe uma das facetas não exploradas da grande explosão chinesa: a explosão cultural, o crescimento do cinema, o florescer de uma imprensa que rapidamente se internacionalizou, o despertar da China para o seu soft power e as conexões do soft power com a atuação diplomática. Os temas do livro estão relacionados a um desafio maior: a convivência de valores diferenciados na realidade mundial. Com análises criteriosas e abrangentes, trazendo à tona a visão de acadêmicos ocidentais e chineses, mas imprimindo sempre o seu próprio selo à reflexão, Paulo oferece um resultado equilibrado, dotado de uma isenção intelectual frequentemente ausente em textos sobre a China. O livro contém informação e análise de qualidade, levantando questões cruciais, por exemplo, como diferenciar divulgação cultural e propaganda num país que tem como premissa que cultura e imprensa não estão divorciadas do engajamento político. Fugindo de conclusões fáceis, o autor exibe conhecimento profundo da China e reflexão amadurecida sobre a diplomacia e seu papel na formação da imagem dos países. Seu estudo de caso, o trabalho dos Institutos Confúcio no mundo e, em particular nos Estados Unidos, mostra como, na prática, se desenrolam, nos contextos político e acadêmico, as questões relacionadas à diplomacia cultural chinesa. Em suma, pesquisa impecável, visão aguçada dos fatos e suas implicações, em um texto fluido e de muito agradável leitura. Por Marcos Caramuru, Embaixador do Brasil na China (2016-2018) "É uma leitura instigante, ancorada em pesquisa de fôlego. (...) A leitura do livro de Paulo Menechelli contribui para a interpretação das pesquisas de opinião sobre a imagem da China e o papel da diplomacia cultural." - Ana Candida Perez, Cônsul-geral do Brasil em Xangai (2012-2017) "Fugindo de conclusões fáceis, o autor exibe conhecimento profundo da China e reflexão amadurecida sobre a diplomacia e seu papel na formação da imagem dos países. (...) Em suma, pesquisa impecável, visão aguçada dos fatos e suas implicações, em um texto fluido e de muito agradável leitura." - Marcos Caramuru, Embaixador do Brasil na China (2016-2018) "O livro de Paulo Menechelli (...) é obra urgente e muito bem-vinda, que, espero, inaugure uma produtiva linha de pesquisa no país. O meio universitário brasileiro vivencia nos últimos anos a formação de sua primeira geração de sinólogos, acadêmicos especializados nos estudos da China. Menechelli se destaca nesse grupo por seu entusiasmo pela cultura chinesa, visando à compreensão de suas muitas matizes – cinema, idioma, literatura – e dos impactos políticos das iniciativas governamentais em difundi-la no exterior." - Maurício Santoro, autor do livro “Brazil-China Relations in the 21st Century: the making of a strategic partner ship” (2022)
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Paulo Menechelli é Doutor e Mestre pela UnB e Bacharel em Direito pela USP. Trabalhou como Assessor para Assuntos Internacionais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (2014-2015) e como Consultor do Ministério da Cultura do Brasil (2015-2016). É secretário geral do Centro de Estudos Globais (UnB), editor da Revista Mundorama e cofundador da Observa China. Foi pesquisador visitante da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, China, e da Universidade da Virgínia, Estados Unidos.
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