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Teorias de Aprendizagem e Outras Interfaces
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Este livro defende que, com conceitos e atitudes que estejam alocados dentro deste século XXI, podemos contribuir com a resolução dos problemas relacionados à educação que vêm sendo vivenciados presentemente. Para tanto, valorizamos o uso da ludicidade no formato de jogos educacionais como catalizadores na promoção de um, digamos, "salto quântico", que pode auxiliar no estabelecimento do sincronismo supracitado. Essa possibilidade se dá em razão de há várias características presentes nos jogos que corroboram o entendimento de que existe uma sinergia entre jogar e aprender. Para o professor e psicólogo Spencer Kagan, os educadores da atualidade estão sendo desafiados a incorporar mudanças em suas estratégias instrucionais. O desafio é desenvolver um currículo rico, dinâmico e inovador, levando a uma constituição de estruturas de aprendizagem sistêmicas. Tais estruturas, quando inseridas em sala de aula, são capazes de tornar os alunos mais ativos em relação à sua aprendizagem, pois os colocam como protagonistas diante do processo de apropriação de conhecimentos distintos. Em consonância com o exposto, os jogos vão ao encontro dos ideais preconizados por Spencer Kagan, pois eles atuam como estratégias ou recursos instrucionais que possuem elevado potencial para fornecer aprendizagens de temas ou conteúdos com diferentes complexidades, precisando, para tanto, de um rigoroso planejamento didático sobre a atividade lúdica que deseja promover. O campo do desenvolvimento e da utilização de jogos educacionais no Brasil é amplo. Cada vez mais, os jogos fazem parte da rotina dos espaços de ensino formal e informal e isso pode ser facilmente constatado ao observar as inúmeras publicações de cunho acadêmico científico que legitimam esse quadro referente à inserção da ludicidade nos diferentes níveis de ensino. Não é à toa que as publicações tenham crescimento constante. Não podemos inibir ou rechaçar a presença do lúdico nos ambientes educativos. O que nos cabe é dar direcionamentos teórico-metodológicos que assegurem a presença do lúdico de formamais rigorosa no que tange aos preceitos científicos necessários para dar robustez às pesquisas envolvendo a ludicidade e a aprendizagem. O título do livro - "Didatização Lúdica no Ensino de Química/Ciências: teorias de aprendizagem e outras interfaces" - aponta para a importância da didatização lúdica do ensino das ciências, em particular das Ciências Naturais, e discorre sobre aspectos atrelados às teorias de aprendizagem e à avaliação. O foco do livro está centrado em mostrar como alguns modelos teóricos podem explicar o processo de aprendizagem dos indivíduos por meio do uso de jogos ou de qualquer outra atividade lúdica. E, já que estamos falando sobre aprendizagem, torna-se intrínseco, nessa discussão, uma atenção ao papel avaliativo que os jogos podem assumir em um contexto educativo. Por conseguinte, este livro surge como precursor em compilar, em uma única obra, várias discussões sobre teorias de aprendizagem sob o olhar apurado de diferentes teóricos do ensino e da aprendizagem. Acreditamos serem discussões relevantes para estabelecer avanços que podem fomentar melhorias nas pesquisas relacionadas ao uso do lúdico no ensino de Ciências.
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