Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Edição Ampliada
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Edição revista e ampliada CAPAZ [...] Tem muitas entonações, correspondendo a várias possibilidades semânticas, ainda mais acompanhado por algum acessório para ênfase, como “Bem capaz”, “Mas capaz!”. “Capaz que sim” quer dizer sim; “capaz”, sozinho, quer dizer não; “bem capaz” quer dizer não com uma sublinha de ênfase; “mas bem capaz”, nem fudendo; “capaz!?”, com exclamação e interrogação ao mesmo tempo, equivale a “Sério!?”. RONCAR Aquele barulho que faz o cara que tá tomando mate e chega ao fim da água. “Tem que roncar”, por exemplo, diz um experimentado para um novato ou visitante que se meteu a tomar o mate mas ficou pela metade. VAMO IR Essa flexão, esse agrupamento verbal é muito comum em Porto Alegre e adjacências. Poderia ser simplesmente “vamos”, mas a gente reforça repetindo o verbo, no infinitivo. Passados mais de vinte anos de seu primeiro lançamento, Dicionário de porto-alegrês, esta obra etimológico-antropológica que desvenda hábitos e imaginário da capital mais meridional do Brasil, está de volta em nova edição inteiramente revista e ampliada. Luís Augusto Fischer, professor de literatura e português e observador da nossa gente, fez a proeza de compilar, durante décadas, os termos e as expressões que nos são mais característicos, e aqui os explica, com sua verve e graça de sempre. Um compêndio linguístico deleitável e afetuoso.
Luís Augusto Fischer, nascido em 1958, em Novo Hamburgo, RS. I - Carreira acadêmica - Mestre (1988) e Doutor (1998) em Literatura Brasileira pela UFRGS. - Professor de Literatura Brasileira do Instituto de Letras da UFRGS, desde 1984. Orientador de pós-graduação - Coordenador da área do Livro e Literatura da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, entre 1993 e 1996. Subsecretário de Cultura de Porto Alegre, de agosto de 1995 a fim de 1996. - Presidente da Associação Gaúcha de Escritores, de 1997 a 1999. II - Livros Livros individuais de ensaio: 1. Um passado pela frente (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1992), estudo sobre a poesia do estado. 2. Amaro Juvenal (Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro, 1989), estudo sobre o autor do Antônio Chimango. 3. Para fazer diferença (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999), estudos sobre cultura e literatura do estado e do Brasil. 4. Parnasianismo brasileiro, entre ressonância e dissonância (Porto Alegre: EDIPUC, 2003), estudo sobre a poesia do final do século 19 no Brasil. 5. Literatura brasileira – modos de usar (São Paulo: Abril, 2003), ensaios sobre a literatura brasileira, tomada em conjunto. 6. Literatura gaúcha – história, formação e atualidade (Porto Alegre: Leitura XXI, 2004), pequena história da literatura no Rio Grande do Sul. 7. 50 anos de Feira do Livro – vida cultural em Porto Alegre, 1954-2004 (Porto Alegre: L&PM, 2004), panorama da história cultural da cidade em torno do eixo representado pela Feira do Livro. Ficção: 1. O edifício do lado da sombra (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1996), contos, finalista do Prêmio Nestlé de Literatura em 97 para contos de autor estreante. 2. Rua desconhecida (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2002), contos. 3. Quatro Negros (Porto Alegre: L&PM, 2005), prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes de melhor novela de 2005. Crônica: 1. Contra o esquecimento (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001), crônicas e ensaios. 2. De ponta com o vento norte (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2004), crônicas. Outros: 1. Dicionário de Porto-alegrês (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1999). 2. Bá, tchê! – Dicionário temático (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2000) 3. Gauderiadas – a sabedoria gaúcha em frases definitivas (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2004), com Iuri Abreu. 4. Dicionário de palavras e expressões estrangeiras (Porto Alegre: L&PM, 2004). 5. Visões do Rio Grande – uma jornada fotográfica pelo sul do Brasil (Porto Alegre: R. R. Donnelley, 2004). Fotos de Ita Kirsch e textos de Luís Augusto Fischer. Organizador: 1. Nós, os gaúchos (volumes I e II), com Sergius Gonzaga, editora da UFRGS, 1992 e 1993 2. Nós, os teuto-gaúchos, com René Gertz, editora da UFRGS, 1996. 3. Conto & Cidade, antologia de contos contemporâneos de escritores do RS, editado pela Câmara Rio-Grandense do Livro na Feira do Livro de 97 Edições comentadas e anotadas 1. Estrichnina, novela de Paulino Azurenha, Mario Totta e Souza Lobo (primeira edição em 1897), reedição em 1997 pela editora Artes e Ofícios. 2. Contos Gauchescos, de Simões Lopes Neto, pela Editora Artes e Ofícios, 1998 3. Antônio Chimango, de Amaro Juvenal, pela mesma editora, 2000 4. Poesia Brasileira – do Barroco ao Pré-modernismo, com Sérgio Luís Fischer, Editora Leitura XXI, 2001. 5. Lendas do sul, de Simões Lopes Neto, mesma editora, 2002. 6. Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, editora Leitura XXI – introdução e comentários meus, notas de Eduardo Wolf. III - Algumas outras atividades profissionais 1. Professor do ensino médio, em escolas particulares de Porto Alegre, entre 1980 e 1987. 2. Participante de banca dos vestibulares da UFRGS, em vários episódios, entre 1985 e 2000, em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. 3. Coordenador da avaliação da redação do mesmo vestibular, no mesmo período.Coordenador da avaliação da redação do vestibular para a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, 2002 e 2003. Membro da banca do Concurso Vestibular da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP-SP, provas de Redação e Literatura, em 2003. 4. Colunista do jornal ABC Domingo, de Novo Hambu
Outros livros de Luis Augusto Fischer
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Boa biografia não é cronologia de vida, é imersão numa mente. Uma seleção das biografias mais absurdamente envolventes, que você devora sem perceber que está aprendendo história.
Criar o gosto pela leitura cedo é um dos maiores presentes que um adulto pode dar a uma criança. Uma seleção por faixa etária para acertar na escolha e encantar pequenos e grandes leitores.
Para escolas, universidades, autores e editoras