Pular para o conteúdo
Literatura Brasileira

Dicionario de Bolso

2ª Edição - 2007128 páginasGlobopt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

Escrito ao longo das décadas de 1930 e 1940, esse Dicionário de bolso é um conjunto de máximas e aforismos que o poeta modernista reuniu na forma de verbetes, sem impor-lhes uma ordem rígida. A esmagadora maioria das definições se refere a nomes próprios de personagens da história universal e brasileira: clássicos da literatura desde Aristófanes e Virgílio até Shakespeare, Rabelais e Goethe; personagens bíblicas (Caim, Abel, Noé, Moisés) e grandes vultos da política (Aníbal e Gengis Khan, mas também Hitler e Stálin); pensadores que remontam à Antigüidade (Cícero, Horácio), téologos (Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino), moralistas (Montaigne, Pascal) e um grande número de filósofos (de Voltaire e Rousseau a Marx e Nietzsche). Esse manual onomástico, porém, não tem caráter informativo; sua tônica é a irreverência iconoclasta e bem-humorada, que retoma o tom polêmico dos fragmentos presentes na Revista de Antropofagia (1928-1929) - na qual Oswald condensou a estratégia modernista de intervenção estética - combinada com as orientações políticas esquerdizantes que o escritor havia adotado no perído em que redigiu o Dicionário. Ou seja, os propósitos militantes não cancelam o viés satírico-paródico inspirado no Dicionário filosófico de Voltaire, no Dicionário do diabo (The Cynic’s Word Book) de Ambroise Bierce, e no Pequeno catecismo para o uso da classe inferior, de Strindberg. Por esse motivo, os verbetes mais cáusticos e engraçados são aqueles em que Oswald vai demolindo mitos historiográficos e imposturas ideológicas. Depois de Cabral ("O culpado de tudo"), aparece o jesuíta Inácio de Loyola, descrito como "Má companhia de Jesus" e contraposto ao iluminista Marquês de Pombal ("Terremoto de Lisboa na Companhia de Jesus"). O Barão de Mauá é o "maquinista nacional que apitava em inglês"; o presidente norte-americano George Washington, "senhor de escravos que proclamou a liberdade dos senhores de escravos".

Detalhes do livro

Título
Dicionario de Bolso
Autor
Oswald de Andrade
Editora
Globo
Ano
2026
Páginas
128 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788525041357
Edição
2ª Edição - 2007
Formato
Brochura

Mais de Oswald

Outros livros de Oswald de Andrade

Literatura Brasileira

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras