Os 10 melhores livros de autoajuda que valem a pena ler
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Um Encontro Entre Escrita, Análise de Discurso e Psicanálise
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O livro Dicionário Compartilhado: um encontro entre escrita, Análise de Discurso e Psicanálise busca compreender o processo de subjetivação de sujeitos adolescentes pela produção do discurso e pela construção de sentidos, a partir da proposta de criação de verbetes, ilustrados e musicados, que fazem parte de um “dicionário compartilhado”, o qual contempla a história pessoal e singular de cada jovem. A noção teórica de dicionário compartilhado, desenvolvida a partir desta obra, ampara-se na noção de “partilha do sensível” de Jacques Rancière, em que a partir desse lugar o sujeito pode tomar a palavra, constituindo outros sentidos, determinando outra partilha do sensível. O dicionário compartilhado propõe movimentar a ideia de quem pode ou não ocupar esse conjunto comum partilhado em detrimento do espaço e da função que exerce. Diante disso, busco mostrar, por meio dessa noção, que a exterioridade legitima muito mais uma língua do que o seu regramento, o seu controle ou busca de linearidade. Assim, penso o dicionário compartilhado nesse entremeio, entre aquilo que é da ordem do estabilizado e aquilo que é da ordem da variância, do deslocamento. Nem só um, nem só outro, mas entre os dois, entre a possibilidade de se utilizar dos sentidos já-dados e a possibilidade de dobrá-los fazendo-os (re)significar de outras formas. É no jogo entre as certezas e o que delas sobra, seus restos, que se constitui o que denomino como dicionário compartilhado: lugar possível de resistência, de oposição à dominação. O dicionário compartilhado expande a noção de escrita para além das palavras, movimentando a história no sujeito e o sujeito na história. O rigor necessário para a construção do instrumento linguístico é substituído pela experiência de uma emancipação na/pela escrita. A partir da elaboração dos verbetes foi possível compreender a produção escrita-artística desses sujeitos, a fim de observar como a produção da linguagem, enquanto um espaço de produção de si e de possibilidade de subjetivação no laço com o Outro, pode ser constitutiva da construção identitária. O referencial teórico que sustenta esta obra é a teoria da Análise de Discurso pechetiana, em sua interface com a Psicanálise e a Arte.
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