Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
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Qual o papel dos diários na história da literatura? Por que esse gênero é tão associado ao universo feminino? O que os escritos íntimos de grandes escritoras nos contam sobre a obra delas? Que função ocupa o amor, ou o fim dele, nos diários? Em seu livro de estreia, a jornalista, pesquisadora e professora Ingrid Fagundez se debruça sobre essas e outras questões. Mesclando uma pesquisa aprofundada sobre a história e as transformações da escrita diarística com entradas do próprio diário, além de passagens dos escritos de Sylvia Plath, Susan Sontag, Katherine Mansfield, Virginia Woolf e Marie Bashkirtseff, a autora cria um texto original. Fagundez nos convida a repensar a importância dos diários e do amor para o fazer literário e oferece uma nova perspectiva para a chamada literatura feminina . Gênero originalmente destinado ao registro da vida pública e aos relatos de viagens, a escrita de diários passou por uma modificação radical no século 19, quando, graças à Modernidade, a vida interior se tornou gradativamente seu principal objeto. Foi então que passou a ser o território por excelência da mulher, a quem a escrita de outros domínios era interditada. Essa mudança social tem um papel decisivo na transformação da literatura do século 20. Afinal, “é impossível ‘capturar a vida’ se a gente não mantém diários”, escreveu Plath. Pelas páginas deste Diário do fim do amor , acompanhamos o relato comovente do fim de um relacionamento e a busca da cura pela escrita, ao mesmo tempo que mergulhamos nos registros dos diários de grandes escritoras. Descobrimos, assim, não apenas aspectos importantes da obra de cada uma, mas também as dificuldades que circundam a literatura escrita por mulheres, pois “os cadernos delas desvendam [...] os embates para se assumirem como mulheres que escrevem”. Nas palavras de Tatiana Salem Levy, “este é um belíssimo livro sobre uma escritora que, na companhia de tantas outras, se revela enquanto se cria. O que Ingrid Fagundez nos mostra [...] é o quanto as pequenas experiências interiores guardam da imensidão do mundo”.
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11 dias
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8 dias
30 páginas por dia
Ingrid Fagundez nasceu em Sant’Ana do Livramento (RS) e vive em São Paulo. Formou-se em jornalismo e foi repórter da Folha de S.Paulo e da BBC Brasil. Mestre em escrita criativa pela Universidade de East Anglia, na Inglaterra, e doutoranda em teoria e crítica literária na Unicamp, é professora no Instituto Vera Cruz. Diário do fim do amor é seu livro de estreia.
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