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Educação

Devassas e “Mal-Procedidas”

Prostituição, Concubinato e Vivência Religiosa nas Minas Gerais do Século XVIII

1ª Edição - 2019276 páginasApprispt
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Sinopse

Escravas e libertas, ao se relacionarem intimamente com homens brancos, subverteram os padrões hierárquicos da sociedade escravista das Minas Gerais do século XVIII, deslocando as relações de dominação e criando poderes informais femininos definidos como contrapoderes ilícitos fundamentados na sedução que proporcionavam uma existência mais livre. Estratégia advinda dos tempos do cativeiro, o “mau uso de si” inseria-se em uma tradição cultural efetivada pela prática social de mulheres forras. Mulheres sós, dispostas a sobreviver com o ganho de seus corpos, as libertas transmitiam às filhas uma cultura de resistência através da sedução. Brancas pobres, sem dotes, que não atuavam na preservação da propriedade de ricos senhores de escravos, também criaram táticas de sobrevivência por meio dos “tratos ilícitos”. Eram consideradas “mal-procedidas” tanto mulheres que se entregavam a relações conjugais não ortodoxas, quanto aquelas que aderiam efetivamente ao comércio sexual, o que revela os tênues limites entre práticas desviantes como os concubinatos e prostituição. Algumas mulheres possuíam mais de um concubino e meretrizes despertavam amores, estabelecendo relações de mancebia com vários homens. O “viver meretrizmente” designava a vida fora dos padrões convencionais de mulheres solteiras ou de maridos “ausentes”, com todo comportamento “desregrado” confundindo-as com prostitutas. As “mal-procedidas”, com suas “putarias e mancebias”, eram mulheres profanas e perigosas devido à sua prole ilícita e miscigenada, concebida fora do matrimônio sacramentado.

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Detalhes do livro

Título
Devassas e “Mal-Procedidas”
Autor
Lisa Batista de Oliveira
Editora
Appris
Ano
2019
Páginas
276 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788555078057
Edição
1ª Edição - 2019
Formato
Brochura

Educação

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