10 autores brasileiros contemporâneos que você precisa conhecer
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Conheço Fernando Fortes, que a gente chamava de Carlos Fernando, quando éramos ambos jovens, ele mais novo que eu, impetuoso e comunicativo. Já então revelava um modo próprio de fazer seus poemas, que, mais apurados, publicaria depois em vários livros. Estes poemas de agora têm outro tom e outra feitura. Fala-nos de alguém que já viveu uma longa vida, que experimentou as alegrias e sofrimentos por que todos passamos, de uma maneira ou de outra. É esse outro Fernando que estes poemas nos mostram, alguém que sofreu um duro golpe: a perda de um filho. Alguns deles nos falam dolorosamente dessa perda, enquanto outros, ainda que versando temas diversos, trazem a marca dessa dor presente. Isso não impede, porém, que ele consiga nos comover também com os achados poéticos, nascidos do domínio do verso e da palavra, que foi sempre uma qualidade sua. Como poeta que é, realiza a alquimia que transforma a dor em alegria. [Ferreira Gullar]
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Carlos Fernando Fortes de Almeida é médico psicanalista, contista, poeta e romancista. Forma-se em 1961 para exercer a profissão de médico psicanalista, filiando-se à Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro. Escreve os primeiros versos aos 15 anos, estreando em 1958 com o livro de poemas Tempos e Coisas, pelo qual alcançou o 3º lugar no Festival Brasileiro de Poesia, realizado em Porto Alegre. Colabora ativamente no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil. Publica a seguir a novela Epílogo de Epaminondas (1959), Poesia Neoconcreta (1960) e Canto Pluro (1968), com o qual vence o Prêmio Olavo Bilac de poesia do Estado da Guanabara em 1967. Seguem-se Poesia Viva I (1968), Desamérica, de contos, (1969) e O Evangelho Antes de São Mateus (1969), com enaltecedora introdução de Antônio Houaiss. Classifica-se entre os finalistas do III Prêmio Walmap (1969), com o romance então inédito A Véspera do Medo. Nesta obra, a poesia e a prosa se mesclam para possibilitar vigorosas radiografias de uma realidade psíquica em que se desenvolvem ou se fragmentam situações humanas. São posteriormente publicados Augusto dos Anjos: Eu tu ele nós vós eles (1978), crítica; Arma Branca (1979), poesia; e O Estranho mais Próximo (1988), romance.
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