Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
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Cultura filosófica é a única reunião de ensaios de Georg Simmel (1858-1918) organizada pelo próprio autor. Lançada em 1911 e revista em 1918, a coletânea é uma excelente porta de entrada para a obra deste pensador, um dos pais da sociologia alemã e um filósofo da cultura que influenciou nomes como Walter Benjamin, Robert Musil e Georg Lukács, entre muitos outros. Nestes quatorze estudos, que abordam assuntos diversos como a psicologia, a religião, a arte, o masculino e o feminino, Simmel deixou a sua marca inconfundível: a fina arte de interrogar e expor o objeto de sua indagação sob diferentes ângulos, como um legítimo “aventureiro do espírito”.
Georg Simmel nasceu em 1858, em Berlim. Foi o último dos sete filhos de uma rica família de ascendência judaica convertida ao cristianismo. Fez sua formação superior na Universidade de Berlim (hoje Universidade Humboldt), onde estudou filosofia e história, doutorando-se em 1881. Lecionou nessa mesma universidade entre 1885 e 1913, sem jamais integrar formalmente o corpo de professores da instituição. Em 1909 fundou, com Ferdinand Tönnies, Max Weber e outros, a Sociedade Alemã de Sociologia. Entre os mais de vinte livros que escreveu, podem ser destacados Os problemas da Filosofia da História (1892), Filosofia do dinheiro (1900), Schopenhauer e Nietzsche (1907), Sociologia (1908), Problemas fundamentais da filosofia (1910) e a coletânea de ensaios Cultura filosófica (1911). Mesmo famoso por suas palestras e considerado um dos pais da sociologia alemã, Simmel só obteve uma cátedra universitária em 1914, em Estrasburgo (então parte do Império Germânico), cidade onde viveu até a sua morte, em 1918.
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