Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
Se você quer entrar no mundo da ficção mas não sabe por onde começar, esta lista é para você. Selecionamos livros envolventes, acessíveis e impossíveis de largar.
Heloisa Buarque de Hollanda no Jornal do Brasil (1980–2005)
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Crítica e rebeldia reúne os textos que Heloisa Teixeira publicou no Jornal do Brasil entre 1980 e 2005, período em que ainda assinava como Heloisa Buarque de Hollanda. Escritos de forma intermitente ao longo dessas décadas decisivas de transformação política e cultural no país, os artigos revelam, em movimento, a formação de uma intelectual pública capaz de interpretar o Brasil em suas tensões, promessas e contradições. Com escrita ao mesmo tempo rigorosa e aberta ao risco, Heloisa transforma a crítica em laboratório: investiga a emergência de novas linguagens, acompanha a força das culturas marginalizadas e antecipa debates que só ganhariam centralidade décadas depois. Seus textos articulam universidade e espaço público, teoria e experiência, mostrando que a crítica pode ser também uma forma de intervenção cultural. Ao percorrer poesia marginal, feminismos, cultura digital, memória política e transformações da autoria, este volume revela uma obra que permanece pulsante e atual — um arquivo vivo de ideias que continuam a interpelar a cultura brasileira. “As mudanças na sociedade, na política e mesmo na economia nunca se realizam desacompanhadas de processos culturais que lhes dão significados.”
Heloisa Teixeira (1939-2025). Uma das mais influentes intelectuais brasileiras, formada em Letras Clássicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestre e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, Estados Unidos. Foi professora emérita da Escola de Comunicação da UFRJ, dedicada aos estudos culturais, com ênfase nas teorias críticas da cultura, tendo ainda importante atuação como crítica literária, ensaísta, antologista e editora. É autora de livros como "Macunaíma: da literatura ao cinema" (1978), "Impressões de viagem: CPC, vanguarda e desbunde" (1980), "Cultura e participação nos anos 60" (1982), e organizadora de obras como "26 poetas hoje" (1976), "Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura" (1994) e "Explosão feminista" (2018). Na Bazar do Tempo, é coordenadora da coleção Pensamento Feminista, repertório essencial do feminismo, e autora de "Onde é que estou?" (2010), "Feminista, eu?: Literatura, Cinema Novo e MPB" (2022) e "Rebeldes e marginais – cultura nos anos de chumbo (1960-1970)" (2024). Em 2023 foi eleita para a Academia Brasileira de Letras e abandonou o sobrenome do primeiro marido, Buarque de Hollanda, para adotar o sobrenome materno, Teixeira. Morreu no Rio de Janeiro, em março de 2025.
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