Como montar e cumprir sua meta de leitura anual
Uma meta de leitura bem definida aumenta drasticamente a chance de você ler mais. Aprenda a calcular uma meta realista, como acompanhá-la e o que fazer quando ficar para trás.
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"Correio da Roça" é um romance epistolar escrito por Julia Lopes de Almeida. Publicado inicialmente como folhetim, o romance virou livro em 1913 e foi muito bem recebido pelos leitores. Na história quase singela, mas repleta de significados, Maria, viúva e mãe de quatro filhas mulheres, vê-se diante de uma situação financeira desfavorável após vender a maioria de seus bens para saldar as dívidas deixadas pelo falecido marido. Restando-lhes como moradia somente uma fazenda e um pequeno sítio, as cinco mulheres, educadas para a vida nas grandes cidades, não veem outra solução senão a mudança para o recanto bucólico que parece a elas, à primeira vista, ser o fim do mundo, até que começam a se corresponder com uma amiga da cidade que, em suas cartas, incentiva-as a usar a educação que tiveram na cidade em benefício da vida no campo e passa a enviar sugestões para que busquem, em sua nova vida, estímulos para reerguerem a sua fortuna. De forma primorosa e delicada, a autora mostra ao leitor a importância da valorização dos trabalhadores do campo, da educação, saúde e infraestrutura para o desenvolvimento da agricultura brasileira. Esta reedição do livro publicado em 1913 teve a ortografia atualizada e conta com notas explicativas, para termos e palavras fora de uso.
Julia Lopes de Almeida (1862- 1934) nasceu no Rio de Janeiro e morou em Campinas (SP) da infância até a juventude, onde, com o incentivo da família, publicou as primeiras crônicas, aos 20 anos, na Gazeta de Campinas. Sua produção literária é ampla, composta de crônicas, contos, peças teatrais, novelas e romances. Julia era defensora da educação feminina, do divórcio e da abolição do regime escravocrata, temas presentes em suas obras. Em 1887 casou-se com o poeta português Francisco Filinto de Almeida e tiveram seis filhos: Affonso (jornalista, poeta e diplomata), Adriano e Valentina (ambos falecidos na infância), Albano (desenhista e pintor), Margarida (escultora e declamadora) e Lucia (pianista). Embora tenha sido uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras, Julia não foi aceita entre seus membros pois o regimento da época só permitia homens. Mas foi reconhecida pela Academia Carioca de Letras que a homenageou com a cadeira 26, sendo a única mulher entre os 40 patronos.
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