Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
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Seguindo a tradição dos povos originários brasileiros, Kaká Werá cria as próprias narrativas fabulares. Depois do livro Uga , é vez de Corre, Cotia , história que também tem os animais como personagens e apresenta importantes conflitos humanos e contemporâneos. Professora das mais sabidas, Suindara, uma Coruja que dizem ter poderes especiais, resolve trazer para a turma de bichos crianças um novo assunto: a árvore genealógica. Para entender seu significado, nada melhor do pesquisar a própria. Assim, a pequena Cotia, desprezada por boa parte da turma, sai em busca de suas origens, acompanhada pelo amigo Saruê. Ninguém melhor do que sua tia para dar informações sobre os ancestrais. Contudo, ao correr até a sua casa, os dois amigos deparam-se com um grande mistério. E o que era para ser apenas uma pesquisa escolar vira missão das mais importantes. Nesta fábula contemporânea, Kaká Werá, acompanhado pelas ilustrações de sua filha, Sawara, e retomando uma parceria que começou quando a menina tinha apenas 11 anos, descortina grandes questões de nosso tempo, fazendo-nos refletir tanto sobre o meio ambiente e o delicado equilíbrio entre as espécies, condição fundamental para a sobrevivência de todos, como também aborda conflitos presentes no dia a dia das escolas, fazendo-nos pensar sobre outro delicado equilíbrio de que não podemos nos esquecer.
Kaká Werá Jecupé nasceu em 1964 em São Paulo. De origem tapuia, viveu com os guaranis da mata atlântica paulista nos anos 1980. Começou sua carreira no empreendedorismo social como forma de gerar sustentabilidade, promover a cultura e a diversidade dos povos indígenas. Com o tempo, expandiu esse propósito para a educação, tornando-se professor em instituições como a Fundação Peirópolis de Educação em Valores Humanos e a Unipaz (Universidade Internacional da Paz). Em 1988, venceu um concurso de dramaturgia e recebeu o prêmio Zumbi dos Palmares em São Paulo, com a peça A incrível morte de Nego Treze na favela Ordem e Progresso. Em 1994 publicou pela Fundação Phytoervas em parceria com o Instituto Arapoty o antológico livro Oré awé roiru’a ma: Todas as vezes que dissemos adeus, considerado precursor da literatura indígena no Brasil e depois editado pela editora Triom em inglês. Pela Editora Peirópolis, publicou os livros: A Terra dos Mil Povos, As fabulosas fábulas de Iauaretê e Tupã Tenondé, obra que traz a cosmovisão da cultura guarani. Por suas obras, Kaká ganhou prêmios e tornou-se uma importante referência na literatura indígena.
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