Os melhores romances de amor: clássicos e contemporâneos que emocionam
Da Jane Austen ao romance brasileiro contemporâneo, o gênero que mais vende e mais une pessoas ao redor de histórias de amor. Uma seleção para quem quer sentir tudo.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A lenda do Negrinho do Pastoreio tem origem no Rio Grande do Sul, registrada por Simões Lopes Neto (1865-1916). Tornou-se popular durante a campanha abolicionista, já que focaliza a crueldade de um senhor de escravizados. Segundo a lenda, transformada aqui em cordel pelo autor, havia um estancieiro muito mesquinho e cheio de ódio no coração que só amava o seu cavalo baio. Certo dia, marcou uma corrida contra um cavalo mouro e colocou o seu escravizado, um Negrinho sem nome, como ginete. No último momento, o baio perdeu a corrida e, como castigo, o estancieiro açoitou sem piedade o Negrinho e mandou que o menino cuidasse da tropa de seus cavalos, ao relento. Durante a noite, o menino adormeceu os cavalos fugiram. O estancieiro castigou o menino com uma violenta surra e mandou-o à procura dos cavalos perdidos. O menino chegou a encontrá-los, mas os cavalos escaparam de novo. Dessa vez, o estancieiro além de surrar o menino, amarrou-o ao pé de um formigueiro, sendo devorado pelas formigas. Três dias depois, porém, em vez de encontrar o cadáver do escravizado, o fazendeiro encontrou o Negrinho ao lado da Virgem Maria. Assustado, o estancieiro ajoelhou-se e pediu perdão. Negrinho, porém, montou num cavalo a pelo e fugiu dali. A partir de então, passou a percorrer os pampas, pastoreando sua tropa. Na região, quem perder alguma coisa pode rezar pedindo sua intercessão. Negrinho acha as coisas perdidas e as coloca em lugar que seus donos possam encontrá-las, desde que estes acendam uma vela para a Virgem Maria. O cordel é um gênero muito popular originado em relatos orais, recitado de forma melodiosa e cadenciada. Neste livro é apresentado em forma de sextilha, a mais conhecida estrofe ou estância de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados.
Lourenço Cazarré nasceu em Pelotas (RS), em 1953. É formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas. Autor de livros de contos, romances e novelas destinadas ao público juvenil, recebeu mais de vinte prêmios literários de âmbito nacional, tendo vencido por duas vezes a Bienal Nestlé nas categorias romance (1982) e contos (1984). Seu livro Nadando contra a morte foi finalista do Prêmio Jabuti em 1998. Já Cordel do Negrinho do Pastoreio é sua primeira incursão pela poesia.
Outros livros de Lourenço Cazarre
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Da Jane Austen ao romance brasileiro contemporâneo, o gênero que mais vende e mais une pessoas ao redor de histórias de amor. Uma seleção para quem quer sentir tudo.
Uma seleção dos paradidáticos mais usados em escolas brasileiras, por disciplina, faixa etária e nível de leitura. Para professores que querem fazer o aluno querer ler o livro indicado.
Uma seleção dos livros de negócios mais influentes dos últimos anos, leitura obrigatória para quem quer crescer como empreendedor, gestor ou profissional de alta performance.
Para escolas, universidades, autores e editoras