Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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A cada quatro anos, as cidades da Grécia antiga, que viviam em permanente estado de guerra, promoviam uma trégua sagrada e confrontavam-se em competições esportivas na cidade de Olímpia. Os jogos se realizaram durante quatro séculos, até sua proibição, em 394 d.C., pelo imperador romano Teodósio I. Somente em abril de 1896, as Olimpíadas voltaram a se realizar, a primeira tendo como sede justamente a Grécia. Neste volume da consagrada coleção Contos e Lendas, Gilles Massardier apresenta informações históricas sobre os Jogos Olímpicos, como essa da sua origem, através de narrativas ficcionais. São nove contos que abordam essa grande competição esportiva a partir de diferentes aspectos. No primeiro deles, que se passa no ano de 2026, um cientista consegue impedir uma grande guerra nuclear que porá fim à vida na Terra enfatizando a importância dos jogos ao longo da história da humanidade e sua relação com a paz. Os contos tratam ainda da busca pela superação dos limites físicos; do uso de doping; do significado de símbolos como as argolas entrelaçadas e a tocha olímpica; da quebra de preconceitos propiciada pelo esporte; e principalmente da importância de competir, e não apenas vencer.
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