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Cinema e Teatro

Conto do Inverno

1ª Edição - 2007192 páginasIluminuraspt
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Sinopse

Conto do Inverno ,   peça teatral composta por William Shakespeare no início do século XVII, segundo consta, logo antes de  Cimbeline, Rei da Britânia , foi publicada pela primeira vez no célebre Fólio de 1623, primeira coletânea das obras dramáticas do poeta nascido em Stratford-upon-Avon, em 1564. Classificada entre os “romances tardios” (ou tragicomédias) junto a  Péricles, Príncipe de Tiro , à  Tempestade  e à já citada  Cimbeline ,  O Conto do Inverno  divide a ação entre a Sicília e a Boêmia, não faltando encontros e reencontros fantásticos, magia e surpresa, em uma gama de situações que vão da tragédia à comédia pastoral. A peça encerra inspirada teatralização de uma obra em prosa, um velho conto,  Pandosto ,   recontado e publicado no final do século XVI, por Robert Greene, contemporâneo e rival de Shakespeare, obra bastante popular à época e cujo subtítulo –  O Triunfo do Tempo  – já sugere um dos principais temas do  Conto do Inverno , isto é, do Tempo como “pai da verdade”. Mas, conforme costuma ser o caso, ao se apropriar de  Pandosto , Shakespeare transforma a fonte utilizada, introduzindo elementos sumamente teatrais, como por exemplo, a inusitada e memorável rubrica “ Sai, perseguido por um urso ”, no terceiro ato, ao mesmo tempo catastrófica e farsesca; e a célebre “cena da estátua”, no quinto ato, autêntico  coup de thêátre ,   tão implausível quanto comovente. É rica a historiografia do  Conto de Inverno  em performance no mundo anglófono. Os registros têm início com o relato de Simon Forman, astrólogo e “médico” que assistiu a uma montagem do  Conto  no Teatro Globe, em Londres, em 1611. Consta que a peça fosse apreciada na corte de Jaime I, tendo sido encenada durante as festividades do casamento da Princesa Elisabete, em 1612-13. No século XVIII, o texto costumava ser montado em adaptações radicais e truncadas, muitas vezes reduzidas às cenas pastorais. No século XIX, houve relativamente poucas montagens, mas grandes atores britânicos (por exemplo, Charles Macready, Henry Irving e Charles Kean) atuaram no papel de Leontes, Rei da Sicília. No início do século XX, o célebre ator, diretor e dramaturgo inglês, Harley Granville-Barker, montou o texto, e na década de 1950, a peça foi encenada por Peter Brook, com John Gielgud no papel de Leontes, papel que, na segunda metade do século XX, foi desempenhado, sucessivamente, por Patrick Stweart, Jeremy Irons e Antony Sher. No Brasil,  O Conto do Inverno  teve a sua primeira montagem profissional em 2004-05, pela Companhia de Teatro Atores de Laura, sob a direção de Daniel Herz e dramaturgia de Marlene Soares dos Santos. O espetáculo esteve em cartaz em vários teatros do Rio de Janeiro, sendo muito bem recebido pelo público e pela crítica especializada. A tradução encenada pelos Atores e, portanto, já testada no palco, é, precisamente, esta que a Iluminuras agora disponibiliza para leitor brasileiro.

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Sobre William

William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1564 – Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1616)[a] foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e considerado por muitos o maior dramaturgo da história.[2][3][4][5][6][7] É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras, incluindo aquelas em colaboração, restaram até os dias de hoje 38 peças,[b] 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e mais alguns versos esparsos, cujas autorias, no entanto, são ainda disputadas. Suas peças foram traduzidas para todas as principais línguas modernas e são mais encenadas que as de qualquer outro dramaturgo.[8] Muitos de seus textos e temas permanecem vivos até os nossos dias, sendo revisitados com frequência, especialmente no teatro, na televisão, no cinema e na literatura.

Detalhes do livro

Título
Conto do Inverno
Autor
William Shakespeare
Editora
Iluminuras
Ano
2007
Páginas
192 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573212433
Edição
1ª Edição - 2007
Formato
Brochura

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