Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Em Psiquiatria Infantil
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Os casos clínicos são o foco desta obra do psicanalista e pediatra britânico Donald W. Winnicott. Com mais de trezentos desenhos realizados em consultas terapêuticas com crianças e adolescentes a partir do famoso “jogo do rabisco”, Winnicott abre a matéria-prima de sua experiência para pensar a relação clínico-paciente e o processo de cura. Anos de experiência clínica com crianças e adolescentes ensinaram a Winnicott o valor terapêutico de se comunicar com os pequenos em seus próprios termos, lançando mão de brincadeiras, desenhos e outras atividades infantis para promover a associação livre e a liberação dos sintomas. Foi assim que surgiu o jogo do rabisco: “eu faria um rabisco que ele transformaria em algo, e então ele faria um rabisco que eu transformaria em algo, e assim o jogo se desenrolaria. Um jogo sem regras”. É por meio dos rabiscos que conhecemos Ada, uma menina de oito anos que tinha a compulsão de roubar e alegava não saber desenhar mãos, e Bob, um menino de seis que fazia desenhos todos tremidos e, ao falar, embaralhava as letras das palavras. Intencionalmente didáticas e incansavelmente criativas, as consultas narradas aqui são o maior exemplo da capacidade de Winnicott de teorizar a partir da experiência vivida junto aos pacientes. Como afirma o próprio autor na abertura da obra, a leitora deste livro, no contato direto com o material desenhado, terá a oportunidade de reviver as consultas e formar seu próprio julgamento sobre os casos, experimentando em primeira-mão todo o potencial que o trabalho clínico com crianças tem a oferecer. * Com tradução revisada e estabelecimento de terminologia conforme os critérios definidos pelo conselho técnico da Ubu, este clássico passa a integrar a Coleção Winnicott, reedição cuidadosa das principais obras de Donald W. Winnicott. Conselho técnico para obras de Winnicott: Ana Lila Lejarraga, Christian Dunker, Gilberto Safra, Leopoldo Fulgencio, Tales Ab’Sáber.
Pediatra e psicanalista. Estudou biologia e depois medicina na Universidade de Cambridge, onde se formou em 1920. Em 1923, foi contratado pelo hospital infantil Paddington Green – onde trabalhou pelos 40 anos seguintes –, se casou com a artista plástica Alice Taylor e começou sua análise pessoal com o Dr. James Strachey, tradutor da edição Standard das obras de Sigmund Freud para o inglês. Em 1927 começou sua formação analítica na Sociedade Britânica de Psicanálise. Publicou seu primeiro livro em 1931, Clinical Notes on Disorders of Childhood [Notas clínicas sobre distúrbios da infância]. Pouco depois, iniciou uma nova análise pessoal, dessa vez com Joan Riviere. Em 1934, concluiu sua formação como analista de adultos e, em 1935, como analista de crianças. Durante a Segunda Guerra Mundial, Winnicott trabalhou com crianças que haviam sido separadas de suas famílias e evacuadas de grandes cidades. Com o fim da guerra, foi contratado pelo Departamento Infantil do Instituto de Psicanálise de Londres, onde atuou por 25 anos. Após um casamento conturbado, divorciou-se de Alice Taylor em 1949, casando-se em 1951 com a assistente social Clare Britton. Foi presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise por duas gestões, membro da Unesco e do grupo de especialistas da OMS e professor no Instituto de Educação da Universidade de Londres e na London School of Economics. Publicou em vida onze livros e centenas de artigos. Entre 1943 e 1962, realizou cerca de cinquenta programas sobre maternidade na rádio BBC de Londres. Em 2016, a Oxford University Press publicou sua obra completa em 12 volumes.
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