Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Vencedor do prêmio National Book Critics Circle Ao longo da infância de Safiya Sinclair, seu pai, um músico de reggae temperamental e militante de uma seita rigorosa do rastafári, ficou obcecado com a pureza dela, especialmente com a ameaça do que os rastas chamam de Babilônia: as influências imorais e corruptoras do mundo ocidental fora de sua casa. Ele temia que a condição de mulher de Safiya e suas irmãs as tornasse moralmente fracas e impuras, e acreditava que a maior virtude de uma mulher era a obediência. Com o intuito de impedir que a Babilônia adentrasse sua casa, ele proibiu quase tudo. No lugar de calças, as mulheres da família eram obrigadas a usar saias longas e vestidos que cobrissem os braços e as pernas, assim como lenços que cobrissem o cabelo, além de não poderem usar maquiagem e joias, e não terem direito a opiniões e amigos. A mãe de Safiya, embora leal ao parceiro e pai de seus filhos, presenteou Safiya e seus irmãos com livros, incluindo poesia, aos quais Safiya se apegou com todas as forças. Ao ver a mãe lutar calada por anos sob a carga das tarefas domésticas e da rigidez das crenças do parceiro, ela passou a usar a educação como uma ferramenta para encontrar a própria voz e se libertar. Inevitavelmente, a rebeldia de Safiya resultou em confrontos com o pai, cuja raiva e paranoia se manifestaram em violência crescente. À medida que a voz de Safiya se tornou mais forte, lírica e poeticamente, uma rota de colisão foi traçada entre os dois. “O ar estava impregnado de esperança, e nós queríamos respirá-la por completo.” — Trecho do livro
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