As melhores biografias e memórias que vão mudar sua visão de mundo
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SéRie de Programas de Performance para a Cidade, o Corpo e o Fim do Mundo
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Desandar é um projeto de performance que transita entre o corpo e a linguagem, propondo intervenções no cotidiano. Ao acoplar o prefiro DES a determinados verbos — desfrutar-se, descaracterizar-se, destroçar-se, desobstruir-se, entre outros — subverte seus sentidos e cria diferentes programas de performance. Propostas de ação que combinam escrita, imagem, prática performativa e geram atravessamentos entre arte e vida. Essa coleção reúne três livros com textos, fotografias e registros sonoros de alguns experimentos e convida à criação de novas ações. Livro 1 – Caderno de Programas: série de programas de performance para a cidade, o corpo e o fim do mundo. Livro 2 – Desfrutar-se: uma ode à siririca e ao orgasmo autogestionado como resistência ao patriarcado. Livro 3 – Descaracterizar-se: notas sobre 365 dias vestida de outras pessoas.
Beatriz Cruz é artista baseada em São Paulo, suas criações transitam entre as artes cênicas e visuais. Há mais de duas décadas, explora os atravessamentos entre arte-vida, corpo-cidade e arte-ativismo. Sua trajetória e pesquisa são marcadas por performances, intervenções urbanas e processos coletivos que provocam reflexões sobre o corpo e seu lugar em espaços públicos, com ênfase no caminhar e na deriva como práticas artísticas e políticas. Investiga também a linguagem do audiotour e a criação de percursos sonoros. É cofundadora e integrante do Coletivo Teatro Dodecafônico, com o qual vem desenvolvendo práticas do caminhar, intervenções urbanas e peças teatrais desde 2009, em diversos estados brasileiros e outros países da América Latina, como Argentina e Chile. Em parceria com algumas das artistas do Coletivo, desenvolve o projeto Mulheres Possíveis: corpo, gênero e encarceramento, um intercâmbio com mulheres em situação de cárcere e egressas, por meio da realização de ações e oficinas dentro e fora do sistema carcerário. A iniciativa foi vencedora no edital Rumos Itaú Cultural 2018. Em um de seus projetos mais recentes, coidealizou e desenvolve coletivamente a plataforma virtual SaPatrônica. Essa iniciativa transmídia parte de uma cartografia afetiva no território e de diversos dispositivos artísticos para a criação de guias audiovisuais com memórias lésbicas e suas relações com o espaço público de São Paulo. Em 2023, participou como artista residente no Pivô Arte e Pesquisa, com o Projeto Sonhário: corpo, cidade e o mundo onírico. No ano anterior, 2022, foi residente no Festival de Arte Sonora Tsonami, no Chile. Desde 2015, desenvolve o projeto em performance Desandar, com o qual realizou sua primeira exposição individual, Descaracterizar-se, em 2018, na Oficina Cultural Alfredo Volpi, em São Paulo. Como artista-educadora, desde 2003, compartilha sua experiência e seus processos criativos em instituições como SESC, Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, Centro Cultural da Diversidade, Masp, Itaú Cultural, entre outras.
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