Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Caminho, Sulco e Forja
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Caminho “Mons. Escrivá de Balaguer escreveu mais do que uma obra-prima; escreveu inspirando-se diretamente em seu coração, e ao coração chegam diretamente, um a um, os parágrafos que formam Caminho” (Osservatore Romano, 24-3-50). Em breve tempo, Caminho converteu-se num clássico da literatura espiritual, numa “Imitação de Cristo dos tempos modernos”, como alguns o qualificaram (Nota editorial). Olha-se surpreendido. Apalpa recordações, reminiscências de sensações. (Andrés Vázquez de Prada, O Fundador do Opus Dei). Sulco “Tal como Caminho – livro que alcançou já uma tiragem superior a três milhões de exemplares, e que foi traduzido para mais de trinta línguas –, Sulco é fruto da vida interior e da experiência de almas de Mons. Escrivá. Foi escrito com a intenção de fomentar e facilitar a oração pessoal. Seu gênero e seu estilo não são, pois, os dos tratados teológicos sistemáticos, embora a sua rica e profunda espiritualidade encerre uma elevada teologia. “Sulco quer alcançar a pessoa inteira do cristão – corpo e alma, natureza e graça –, e não apenas a inteligência. Por isso, não tem por fonte unicamente a reflexão, mas a própria vida cristã: reflete as ondas de movimento e de quietude, de energia espiritual e de paz, que a ação do Espírito Santo foi imprimindo na alma do Servo de Deus e nas dos que o rodeavam.\u0026nbsp; Este itinerário interior de progressiva identificação com Cristo vem a ser a trama de Forja. Uma trama que não constitui um molde rígido para a vida interior; nada mais longe das intenções de Mons. Escrivá, que tinha um enorme respeito pela liberdade interior de cada pessoa.
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