Como presentear livros sem errar: um guia para acertar sempre
Dar um livro de presente é um ato de intimidade, você está dizendo "eu conheço você". Mas errar é fácil. Veja como acertar na escolha e surpreender quem você ama.
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Talvez o humorista seja como uma mosca, que incomoda, mas não causa danos maiores? Como um defunto que não se preocupa com sua reputação? Ou como um malandro que engana, um jogador de futebol que dá dribles? Uma coisa é certa: o humorista não tem coração. Em Coisa que não edifica nem destrói, Ricardo Araújo Pereira faz diversas tentativas de definir a arte de fazer rir, desde as origens do termo “humor” até os debates mais recentes. Para ajudá-lo nessa tarefa, o humorista e cronista português convoca clássicos como Homero, Rabelais, Shakespeare, Pessoa, mas também menciona heróis contemporâneos como Deadpool — e o resultado são ensaios férteis e saborosos. Tomando o título emprestado de um trecho de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, Araújo Pereira desmistifica o humor, contrariando a ideia de que falar sobre suas técnicas e particularidades — como o timing, a punchline, a pausa — é quebrar sua magia. Conta piadas fatais e piadas em epitáfios. Aborda uma questão que ganhou relevo no debate público brasileiro dos últimos anos: Há limite para o humor? Coisa que não edifica nem destrói reúne os episódios da primeira temporada do podcast homônimo de Ricardo Araújo Pereira, sucesso de audiência em Portugal. Um livro que combina erudição e simplicidade, imperdível para aqueles que fazem humor e para aqueles que gostam de dar uma boa risada, com imagens nas aberturas de capítulo selecionadas exclusivamente para a edição brasileira. “Ora, eu acho que a vitória do humor é, precisamente, ser a admissão de uma derrota.” — Ricardo Araújo Pereira.
Ricardo Araújo Pereira (Lisboa, 1974) é formado em comunicação social pela Universidade Católica Portuguesa, e começou a carreira como jornalista no Jornal de Letras. É roteirista desde 1998. Em 2003, com Miguel Góis, Zé Diogo Quintela e Tiago Dores, formou o grupo de humor Gato Fedorento. Escreve semanalmente no Expresso (Portugal) e na Folha de S.Paulo e é um dos integrantes do "Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer” (SIC). É autor, com Cátia Domingues, Cláudio Almeida, Guilherme Fonseca, Joana Marques, Manuel Cardoso, Miguel Góis e Zé Diogo Quintela, e apresentador de “Isto É Gozar com Quem Trabalha” (SIC). Criou e apresenta o podcast "Coisa que Não Edifica nem Destrói" (SIC), cuja primeira temporada deu origem ao livro homônimo. Pela Tinta-da-China Brasil, publicou ainda “Se não entenderes eu conto de novo, pá” (2012), “A doença, o sofrimento e a morte entram num bar” (2017) e “Estar vivo machuca” (2022). Coordena a coleção Literatura de Humor da Tinta-da-china Portugal. É o sócio no 12.049 do Sport Lisboa e Benfica.
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