Mangás e graphic novels: por onde começar e por que ler
Quadrinhos não são "coisa de criança". Mangás e graphic novels estão entre as formas narrativas mais inovadoras do século. Um guia para quem quer entrar nesse universo.
Imagens e Lugares de MemóRia das Ditaduras do Brasil e do Cone Sul
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Este livro examina documentários e filmes de ficção que representam ou situam os espaços de memória ligados à repressão cometida pelas ditaduras militares do Cone Sul e à ação dos perpetradores, a fim de pensar a forma como a experiência traumática é evocada e a busca dos vestígios do que ali se passou, em tentativa de reconstruir os processos vivenciados pelos diferentes atores sociais. É analisada a filmografia dedicada aos perpetradores e a forma como esta relação foi representada, refletindo sobre os materiais audiovisuais produzidos pelos próprios centros de memória, bem como sobre as representações construídas por esses espaços. Os filmes discutidos ao longo dos capítulos procuram demonstrar a potência da investigação proposta, que articula a reflexão no âmbito das batalhas de memória sobre a ditadura à fundamental participação do audiovisual neste processo. O livro enfrenta os desafios éticos e epistemológicos de estudar como os perpetradores – aqui entendidos para além da figura clássica do “torturador” – se representam e são representados, incidindo no debate sobre a memória social de períodos de violência política. Ao mesmo tempo, reflete sobre a representação dos perpetradores em vários formatos de audiovisual – longas-metragens, séries, minisséries, ficções, documentais –, indagando o quanto ela neutraliza e naturaliza a violência criminal na produção ficcional e documental argentina, brasileira, chilena e uruguaia, propondo cartografias e articulações com outras formas de produção artística e contextos. A produção audiovisual é examinada a partir da consideração de que há um tipo específico de articulação da linguagem fílmica endereçada à história, considerando-se os problemas de ordem representacional e questões relativas às escolhas e seleções de imagens e narrativas em torno do tema da violência e da representação dos perpetradores. Por fim, conhecer as representações dos perpetradores – e suas contradições – também não é um exercício meramente acadêmico, tendo em vista que os revisionismos e negacionismos históricos parecem ter voltado com toda força, diluindo responsabilidades e naturalizando violências e intolerâncias políticas.
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