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Cinema e Teatro

Cimbeline, Rei da Britânia

1ª Edição - 2002224 páginasIluminuraspt
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Sinopse

Sem colocação Prêmio Jabuti  (Tradução)  A peça  Cimbeline, Rei da Britânia  tem sido um tanto subestimada pela crítica shakespeariana. Notoriamente, a partir da reação de críticos racionalistas, como Samuel Johnson e George Bernard Shaw, corre a fama de que o enredo da peça é convoluto, a situação, em dados momentos, incongruente. Por sua vez, as supostas dificuldades do texto têm resultado na sua infrequente encenação. Na verdade, criado por um Shakespeare amadurecido, o texto é extremamente intrigante, sobrepondo tragédia, comédia e até farsa; o verso apresenta um ritmo inusitado, perturbador, um lirismo memorável, e as canções, cantadas ou declamadas, são das mais belas entre as que constam das peças shakespearianas. Passada na Britânia pagã, na época da ocupação romana e do legendário Rei  Cimbeline , a ação intensa – que inclui engodo, injustiça, desejo, voyeurismo, rapto, transformismo, mutilação, morte, ressurreição, intercessões sobrenaturais, reencontros, revelações inesperadas e, sendo um romance, reconciliação – apresenta fortes componentes de contos de fadas, assim como no caso das outras três peças congêneres e contemporâneas:  Péricles , O Conto do Inverno e A Tempestade .  Em que pese a fama de dificuldade, a peça, bem encenada, e livre das restrições do teatro realista, é absolutamente cativante, de vez que contém, entre tantos outros, dois dos momentos cênicos mais célebres e eletrizantes em toda a dramaturgia shakespeariana: Giácomo, na calada da noite, sai de um baú, no quarto de Imogênia, para espreitá-la, enquanto esta dorme à vontade (ato 2, cena 2); e Imogênia, em um momento posterior (ato 4, cena 2), ‘acorda’ ao lado do corpo de Clóten, o parvo pretendente, decapitado, e pensa estar ao lado do cadáver do marido, Póstumo Leonato. A heroína, cujo caráter é um misto de coragem, engenhosidade, impulsividade, integridade e paixão, sobrevivem, literalmente, à injusta acusação de adultério imputada pelo próprio marido. Não é por menos que, na tradição dramática inglesa, atrizes – de Helen Faucit e Ellen Terry, no século XIX, a Peggy Ashcroft, Vanessa Redgrave, Helen Mirren e Judi Dench, no século XX – anseiam pela oportunidade de atuar como Imogênia. Resta-nos tomar conhecimento desse texto fascinante e experimentá-lo nos tablados brasileiros.

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Sobre William

William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1564 – Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1616)[a] foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e considerado por muitos o maior dramaturgo da história.[2][3][4][5][6][7] É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras, incluindo aquelas em colaboração, restaram até os dias de hoje 38 peças,[b] 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e mais alguns versos esparsos, cujas autorias, no entanto, são ainda disputadas. Suas peças foram traduzidas para todas as principais línguas modernas e são mais encenadas que as de qualquer outro dramaturgo.[8] Muitos de seus textos e temas permanecem vivos até os nossos dias, sendo revisitados com frequência, especialmente no teatro, na televisão, no cinema e na literatura.

Detalhes do livro

Título
Cimbeline, Rei da Britânia
Autor
William Shakespeare
Editora
Iluminuras
Ano
2002
Páginas
224 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573211726
Edição
1ª Edição - 2002
Formato
Brochura

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