Os benefícios comprovados da leitura para o cérebro e a vida
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Cildo Meireles é um dos mais importantes artistas brasileiros em atividade, talvez o mais relevante no que se convenciona chamar de arte contemporânea. Com mostras nos principais museus do mundo (Tate Modern, New Museum, Reina Sofia, Pompidou e um pavilhão em Inhotim), a obra de Cildo se caracteriza por experimentações que mobilizam sentidos além da visão – audição, olfato, tato e paladar –, propondo também reflexões sobre raciocínios lógicos e matemáticos e questões conceituais de fundo filosófico. Este livro apresenta a obra de Cildo tendo como baliza o conceito de “estudo”. Boa parte de sua produção mais relevante é mostrada não só com as fotos das obras em exposições, como também com desenhos e esboços que revelam o processo de realização dessas obras. Entre elas, estão incluídas instalações notáveis como Eureka/ Blindhotland, Malhas da liberdade, La bruja e Desvio para o vermelho, Através. Outro destaque do livro é uma seleção de 12 textos fundamentais de críticos nacionais e internacionais sobre Cildo ao longo de toda sua carreira, desde a primeira exposição em 1969 até 2017. Em edição trilíngue (português, espanhol, inglês), atualmente é o único livro de Cildo Meireles disponível no mercado.
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31 dias
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Ritmo constante
16 dias
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Ritmo intenso
11 dias
30 páginas por dia
Artista multimídia. Cildo Campos Meireles inicia seus estudos em arte em 1963, na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, orientado pelo ceramista e pintor peruano Barrenechea. Começa a realizar desenhos inspirados em máscaras e esculturas africanas. Em 1967, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estuda por dois meses na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Nesse período, cria a série Espaços Virtuais: Cantos, com 44 projetos em que explora questões de espaço. Entre 1968 e 1969, desenvolve os trabalhos Volumes Virtuais e Ocupações. Neste ano, funda a Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde leciona até 1970. O caráter político de suas obras se revela em trabalhos como Tiradentes – Totem-monumento ao Preso Político (1970), Inserções em Circuitos Ideológicos: Projeto Coca-Cola (1970) e Quem Matou Herzog? (1970). Em 1971, viaja para Nova York, onde trabalha na instalação Eureka/Blindhotland, no LP Sal sem Carne (gravado em 1975) e na série Inserções em Circuitos Antropológicos. Após seu retorno ao Brasil, em 1973, passa a criar cenários e figurinos para teatro e cinema. Em 1975, torna-se um dos diretores da revista de arte Malasartes. Desenvolve séries de trabalhos inspirados em papel-moeda, como Zero Cruzeiro e Zero Centavo (1974-1978) ou Zero Dólar (1978-1994). Em algumas obras, explora as unidades de medida do espaço ou do tempo, como em Pão de Metros (1983) ou Fontes (1992). Em 2000, a editora Cosac Naify lança o livro Cildo Meireles, originalmente publicado em Londres pela Phaidon Press (1999). Cildo participa das bienais de Veneza, 1976; Paris, 1977; São Paulo, 1981, 1989 e 2010; Sydney, 1992; Istambul, 2003; Liverpool, 2004; Medellín, 2007; e do Mercosul, 1997 e 2007; além da Documenta de Kassel, 1992 e 2002. Tem retrospectivas de sua obra feitas no IVAM Centre del Carme, em Valência, 1995; no The New Museum of Contemporary Art, em Nova York, 1999; na Tate Modern, em Londres, 2008; e no Museum of Fine Arts de Houston, 2009. Recebe, em 2008, o Premio Velázquez de las Artes Plásticas, concedido pelo Ministério de Cultura da Espanha. Em 2009, é lançado o longa-metragem Cildo, sobre sua obra, com direção de Gustavo Moura.
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