Livros essenciais para entender a história do Brasil
Para entender o Brasil de hoje, é preciso conhecer o Brasil de ontem. Uma seleção dos livros de história que mais iluminam nossas raízes, contradições e possibilidades.
Crítica à Adjetivação da Cidade
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Partimos de uma hipótese: a utilização das expressões cidade inteligente e cidade sustentável funciona como estratégia de obscurecimento dos atores sociais envolvidos, de suas práticas, de seus objetivos e de seu processo histórico, exatamente através da adjetivação da palavra cidade. Esse desvelamento ajuda-nos a perceber uma terrível realidade e implica uma tensão entre o que existe e o que poderia existir. Ou seja, a cidade que temos não é a cidade que queremos. A adjetivação da cidade não é um fenômeno novo; termos como "cidade fronteira" e "cidade mercantil" já eram utilizados no século XVI. No entanto, o contexto contemporâneo do urbanismo, moldado pela revolução tecnológica e pelo avanço do neoliberalismo, confere a essa prática uma nova e distinta função. A visão hegemônica do urbanismo alinhou-se a uma lógica do espetáculo e do jogo especulativo financeirizado, em que a atração de investimentos e a competitividade global se sobrepõem às necessidades sociais e ambientais. A adjetivação da cidade, longe de ser um processo neutro de aprimoramento, constitui um esforço de branding. Essa estratégia, ao apropriar-se de características como a "inteligência" e a "sustentabilidade", opera como um mecanismo ideológico para desviar a atenção dos conflitos e das profundas desigualdades inerentes à produção do espaço urbano. Reificar a complexidade urbana sob o rótulo da eficiência tecnológica ou de um marketing verde-cosmético é uma tentativa de estabilizar o que é, por natureza, conflituoso e plural. Ao desconstruir esses discursos, buscamos resgatar a cidade enquanto espaço vivido e processo social aberto, irredutível a nomenclaturas que, sob a égide da neutralidade técnica, servem apenas para aprofundar a ideologia urbana dominante. Se o adjetivo é uma imposição que esteriliza o conflito, a cocriação surge como sua antítese vital. Ou seja, radicalizar a democracia significa, portanto, reconhecer que o direito à produção do espaço não significa um acesso a serviços prontos, mas o direito de transformar a nós mesmos ao transformarmos o lugar em que vivemos.
Planeje no seu ritmo
Esta edição tem 276 páginas. Escolha uma meta diária possível e ajuste o plano conforme a leitura avançar.
Ritmo tranquilo
28 dias
10 páginas por dia
Ritmo constante
14 dias
20 páginas por dia
Ritmo intenso
10 dias
30 páginas por dia
Outros livros de Alvaro Ferreira
Livros na mesma categoria
Sua vida de leitura
A Lireo é uma plataforma para organizar sua estante, registrar páginas e impressões, publicar resenhas e encontrar pessoas que estão lendo os mesmos livros.
Dicas e recomendações para leitores
Para entender o Brasil de hoje, é preciso conhecer o Brasil de ontem. Uma seleção dos livros de história que mais iluminam nossas raízes, contradições e possibilidades.
Da Jane Austen ao romance brasileiro contemporâneo, o gênero que mais vende e mais une pessoas ao redor de histórias de amor. Uma seleção para quem quer sentir tudo.
Leitura dinâmica não é mito, mas a maioria das técnicas vendidas por aí são. Veja o que realmente funciona para aumentar sua velocidade de leitura com base em ciência cognitiva.
Para escolas, universidades, autores e editoras