Filosofia para quem não é filósofo: os melhores livros para começar
A filosofia parece intimidadora, mas suas perguntas são as mais humanas que existem. Uma seleção de livros que tornam o pensamento filosófico acessível, relevante e fascinante.
Gênero, Cárcere e Cultura em Uma Visada Decolonial
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Convidada da Flip 2022, a antropóloga argentina Rita Segato reúne neste livro uma série de ensaios que atravessam os temas que fizeram de seu pensamento uma referência internacional. As relações de poder e opressão, os efeitos da violência colonial e patriarcal, as lutas feministas, a crítica ao eurocentrismo e à problemática dos direitos humanos no mundo contemporâneo são algumas dessas questões abordadas em textos que transitam entre perspectivas teóricas e intervenção pública. Rita olha o mundo com lentes decoloniais e reforça constantemente a importância de pensarmos o mundo a partir da América – lição aprendida com o sociólogo peruano Aníbal Quijano, cujas ideias são tema de um dos capítulos deste volume. O pensamento de Rita Segato é decolonial, anticapitalista, antipatriarcal, desobediente, vibrante. É também incômodo, pois desafia o status quo, complexifica o debate, convoca novas posturas.
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Antropóloga argentina, reconhecida e premiada internacionalmente pelos trabalhos em torno do feminismo e da violência contra as mulheres. É professora emérita da Universidade de Brasília (UnB) – onde lecionou entre 1985 e 2010 –, titular da Cátedra Unesco de Antropologia e Bioética e coordenadora da Cátedra Aníbal Quijano do Museu Reina Sofía, na Espanha. Trabalhou como perita antropológica e de gênero no histórico julgamento da Guatemala, em que se condenaram membros do Exército pelos delitos de escravidão sexual e doméstica contra mulheres maias da etnia g’egchi, e foi convocada à Ciudad Juárez, no México, para expor sua interpretação em torno das centenas de feminicídio perpetrados no local. Foi coautora da primeira proposta de cotas para estudantes negros e indígenas na educação superior do Brasil. Entre as suas obras estão "A Nação e seus Outros" (2007), "A guerra contra as mulheres" (2017), "Contrapedagogias da crueldade" (2018), "Crítica da colonialidade em oito ensaios" (2021) e "As estruturas elementares da violência" (2025), estes dois últimos lançados pela Bazar do Tempo, que publica o conjunto de seus livros no Brasil.
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