Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
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Marcenaria, Arquitetura e Design
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Neste livro de artista, Carlos Motta reúne 30 anos de trabalho multifacetado, resultado de sua experimentação em design, marcenaria, arquitetura e construção. Sem se limitar a um texto descritivo de técnicas construtivas, ergonomia, nomes de madeiras ou conceitos arquitetônicos, o livro produz uma experiência sensorial, provocando sensações estéticas que unem fantasia e realidade, com fotografias organizadas pelo olhar delicado e sensível de três outros artistas. Fernando Lazlo criou imagens gráficas, minimalistas e em preto e branco dos móveis, sobretudo seus célebres assentos em madeira. Mauro Restiffe fotografou as casas com sua pequena câmera Leica, em preto e branco granulado, destacando o ambiente e a experiência sensorial que a arquitetura de Carlos Motta possibilita. As fotografias de natureza de Layla Motta levam o olhar para a materialidade da natureza, que inspira o caráter ambientalmente sustentável da obra do artista e arquiteto. O texto “Água viva”, de Bruno Torturra, se detém mais na existência do que ao modo de fazer objetos ou moradias. Edu Hirama criou o design gráfico e a direção de arte.
Ele nasceu em 1953 na Vila Madalena e desde os 14 anos é surfista. Segundo ele, o contato com a natureza, além da própria visão dos trabalhos dos caiçaras (remos, barcos e casas) o influenciou em todos os seus projetos. Posteriormente, já nos anos 70, ele começou a trabalhar criando móveis usando materiais encontrados em praias, terrenos, ou mesmo doados de demolição. Enquanto estudava arquitetura na FAU/Braz Cubas, ele abriu seu primeiro atelier, em 1975. Um ano depois ele concluiu seus estudos e estagiou no escritório de Paulo Mendes da Rocha e passou um ano na Califórnia (EUA). Lá ele estudou artes e aperfeiçoou suas técnicas de marcenaria e construção. Voltou ao Brasil em 1978 e inaugurou seu ateliê (o “Atelier Carlos Motta”), onde desenvolve tanto projetos de arquitetura, como de design. No entanto, ele seguiu mantendo a lógica de reutilização, inclusive com as ferramentas, que ele explica que são compradas usadas. O motivo disso é a mesma lógica que o levou a trabalhar com madeira reutilizada: o prazer de não precisar pegar algo novo, mas sim de reutilizar. Isso seguiu a lógica da sustentabilidade que ele leva ao longo de toda a carreira.
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