Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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A história da trágica morte de Domènec e do luto de sua família em uma região montanhosa da Catalunha. Mas também a de como uma jovem corça descobre motivos para correr e correr e correr, e como sobreviver na floresta. Canto eu e a montanha dança é um livro singular, polifônico, fortemente telúrico, com uma perspectiva rara, alheia ao antropocentrismo e a dramas e angústias cotidianos. Irene Solà cria atmosferas e sensações e borra divisas entre o real e a fábula para cantar uma região nos Pireneus catalães, recorrendo a lendas do local, seus fantasmas, sua flora e sua fauna – que inclui Domènec, Sió, Mia, Oriol, Lluna, personagens agrestes e ricos. A história da montanha que abarca a memória dos séculos, de eras geológicas, conflitos políticos, e a interação com a natureza que a habita. Um livro intuitivo e de uma beleza selvagem.
Irene Solà é artista plástica, poeta e ficcionista espanhola de expressão catalã, explorando seus temas de interesse em diferentes campos artísticos. Canto eu e a montanha dança, seu segundo romance, recebeu o prêmio Anagrama 2019, o prêmio Cálamo 2019 (categoria Otra Mirada) e o prêmio de Literatura da União Europeia 2020.
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