Livros sobre meio ambiente e clima que todos deveriam ler
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Em Braxília não-lugar, o poeta Nicolas Behr, que fez parte da chamada geração marginal, apresenta um conjunto de versos que faz de Brasília uma Pasárgada distópica. Nicolas não nasceu na cidade, mas a escolheu para viver há anos e é também há anos que ele vem cantando suas paisagens e suas agruras. Ao cantá-la, ele se desencanta e, ao mesmo tempo, se encanta por Brasília. Com isso, a história de vida do poeta se cruza com a da cidade, que se confunde com a história recente de nosso triste país. Braxília não-lugar faz parte da nova se´rie de plaquetes do Círculo de poemas em que os escritores sa~o convidados a escolher um mapa de um lugar — real, inventado, desejado — e escrever a partir dele. Lidando com o estado quase mítico, quase pícaro da capital, o poeta convoca um mapa do Brasil do século XVII — Novus Brasiliae Typus, do holandês Willem Janszoon Blaeu —, substituindo nele o s pelo x, e é então que algo surge. O mapa acompanha a edição.
Nicolas Behr nasceu em Cuiabá (MT), em 1958. Cursou o primário com padres jesuítas em Diamantino e mora em Brasília desde 1974. Em 1977, lançou seu primeiro livro, em formato mimeografado, Iogurte com farinha, o qual seguiram algumas dezenas de outros títulos, entre eles: Brasiléia desvairada (1979), Laranja seleta (Língua geral, 2007), Beije-me (2009) e O itinerário do curativo (Reformatório, 2022).
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