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Ciências Humanas

Brasil Apartheid

GenéTica de PopulaçõEs

1ª Edição - 2024416 páginasGeraçao Editorialpt
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Sinopse

Raça não existe. Pele não tem cor. O que existe é desigualdade e discriminação. Geneticamente, somos todos iguais. Neste seu novo e controverso livro, o pesquisador médico Luís Mir trata de um tema polêmico, o conceito de “raça”. “Raça”, para ele – e para a ciência – não existe. “Raça” é uma construção não científica, puramente social, construída para distinguir pessoas umas das outras por suas características físicas, dividi-las e explorá-las. E pele não tem cor. O que existe, portanto, é desigualdade social e discriminação. A espécie humana, lembra Mir, surgiu na África há apenas 300 mil anos, 13,4 bilhões de anos depois do surgimento do universo. Descendemos de um animal que desenvolveu habilidades e começou a pensar sobre si mesmo e o mundo. Este ser primitivo espalhou-se pelo planeta e, dependendo do ambiente, assumiu diferentes formas físicas e tons de pele. A pele é incolor. Sob o sol da África, para se proteger da radiação solar, a pele desenvolveu pigmentos evolutivos que a tornaram escura. O homem migrou para áreas frias e pouco ensolaradas do planeta e nelas a pele perdeu pigmentação, tornando-se clara. Na América tropical, ela continuou fortemente pigmentada. Mas uma só espécie humana.  “Não existem raças”, insiste Mir. “Somos todos iguais, em termos de genética, fisiologia, inteligência, cognição – temos todos a mesma capacidade e desenho anatômico. A pigmentação não expressa, não identifica e muito menos admite classificações ou diferenças, quaisquer que sejam, entre humanos. Gradações dela não são cor da pele. Ela é incolor.” Durante séculos, desde o século XVI, europeus raptaram milhões de africanos livres e os levaram como escravos para a América. Não foram levados por serem africanos. Foram levados porque estavam disponíveis e os europeus não tinham mão de obra suficiente para a conquista do Novo Mundo. O médico e pesquisador Alberto Nakamura, que faz a apresentação deste livro, lembra que, com o argumento de que cristãos não poderiam ser escravizados, a Europa aboliu a escravidão na Idade Média. Mas as Américas precisavam de braços e logo a igreja, hipócrita, juntou-se com cientistas e admitiu-se que o africano era uma subespécie e podia ser escravizada. A ciência comete erros, denuncia Kamura, por isso precisa ser revisada de quando em quando. Luís Mir revisa a ciência e demonstra como o homo sapiens é uma espécie única. A partir dele, cultores do apartheid terão que revisar seus conceitos. Os atuais conflitos étnicos só poderão ser resolvidos com reparação e justiça social. Para facilitar esse processo de informação e revisão, Luís Mir fez um gigantesco trabalho de pesquisa e construiu um Guia Digital com milhares de links para livros, pesquisas, teses, vídeos, filmes, fotografias e uma vasta gama de informações sobre o tema. O Guia pode ser acessado por um site chamado Brasil Apartheid. Para o editor Luiz Fernando Emediato, que também assina a apresentação do livro, a partir dele racistas e antirracistas terão que revisar os seus conceitos. Grupos e militantes identitárias terão vasto conteúdo científico, genético e antropológico para revisar e fortalecer suas convicções e ações.

Sobre Luis

Luís Mir é pesquisador premiado do campo médico e historiador. Autor de “Genômica” (2004), Prêmio Jabuti em Ciências da Saúde (1º lugar); “Guerra Civil – Estado e Trauma” (2005), pela Geração Editorial; “O Paciente – o Caso Tancredo Neves” (2010); “O Diretor – FMUSP 1994 -1998” (2023). No prelo, “Medicina Genômica”. Tem obras de referência como historiador: “Revolução Impossível – a Esquerda e a Luta Armada” (1994) e “Partido de Deus – Fé, Poder, Política” (2007).

Detalhes do livro

Título
Brasil Apartheid
Autor
Luis Mir
Editora
Geraçao Editorial
Ano
2026
Páginas
416 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786556471334
Edição
1ª Edição - 2024
Formato
Brochura

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