Como escolher o melhor e-reader: Kindle, Kobo ou tablet?
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Há livros que não envelhecem, são eternos, tornam-se clássicos. A série Anne Green Gables , da autora canadense Lucy M. Montgomery, é um exemplo disso. Publicados a partir de 1908, os livros da série são, no entanto, atualíssimos, na medida em que apresentam temas contemporâneos como adoção, bullying , feminismo – já que as histórias são conduzidas por mulheres fortes, que lutam por seus ideais e por seus desejos. Não por acaso, inspiraram a famosa série Anne com E , da Netflix. Grande sucesso desde sua publicação, a série “pega” o leitor pelo coração e pela razão. Tem drama, fantasia, lirismo. Realça a beleza e a força da natureza, mostra a importância da leitura e dos livros, faz o leitor rir e chorar, refletir, se encantar. Cativa com seus personagens bem construídos, com um humor peculiar e com ações sempre permeadas por valores essenciais à convivência e à consciência humanas. As palavras da autora talvez expliquem a grande aceitação desses livros e, principalmente, de Anne Shirley, a personagem central das histórias: “Se dentro de mim houvesse apenas uma Anne, seria tão mais confortável, mas, por outro lado, nem pela metade tão interessante.”. Em Anne de Green Gables (1908), Anne Shirley, órfã de 11 anos, é adotada pelo casal de irmãos Marilla e Matthew Cuthbert, da fazenda Green Gables, na Ilha Príncipe Eduardo, no Canadá. Como uma espécie de Pollyanna, sua capacidade de ver sempre o lado bonito e positivo de tudo, seu amor pela vida, pela natureza, pelos livros, conquista a todos, e Anne acaba sendo “adotada” também pela comunidade. Em Anne de Avonlea (1909), aos 16 anos, apesar de ter grandes responsabilidades e de já ser considerada adulta pela sociedade, o lado inocente, alegre e inventivo de Anne Shirley e seu amor pela vida, sempre cheia de possibilidades, faz com que a história não perca o encanto nem a capacidade de emocionar. Em Anne da Ilha (1915), aos 18 anos, Anne Shirley é aluna da Redmond College, na movimentada cidade de Kingsport, Os anos de faculdade certamente serão divertidos, mas serão também um tempo para investigar a própria alma e tomar grandes decisões. Anne descobrirá, da maneira mais difícil, que talvez seu coração e sua mente estejam em desacordo... A vida em Kingsport será para ela uma rica jornada de descobertas e crescimento pessoal.
(Lucy Maud Montgomery, 1874-1942) nasceu em New London, Prince Edward Island, no Canadá. Quando tinha quase 2 anos de idade, sua mãe morreu de tuberculose. O pai a deixou, então, aos cuidados dos avós maternos e se mudou para o oeste do país, onde se estabeleceu e se casou novamente. Como a única criança vivendo com um casal de idosos, Lucy encontrou apoio em sua imaginação, na natureza, nos livros e na escrita. Aos 9 anos, começou a escrever poesia e a manter um diário. De 1893 a 1894, estudou para professora na Prince of Wales College, formando-se com distinção após completar o curso na metade do tempo previsto. Em 1905, escreveu seu primeiro e mais famoso romance: Anne de Green Gables. À época, enviou o manuscrito para cinco editores, que o rejeitaram. Lucy guardou-o, então, em uma caixa de chapéus. Somente dois anos depois encontrou o manuscrito, releu-o e decidiu tentar novamente publicá-lo. A obra foi aceita pela L. C. Page, de Boston, Massachusetts, e publicada em 1908. Bestseller imediato, o livro marcou o início da carreira de sucesso de L. M. Montgomery como romancista. Ao todo, ela publicou 20 romances (9 deles protagonizados por Anne Shirley), mais de 500 contos, um livro de poesia e uma autobiografia. Em 1911, casou-se com o reverendo Ewan Macdonald, de quem estava secretamente noiva há cinco anos. O casal se mudou para Leaskdale, Ontário, onde Macdonald era ministro da Igreja Presbiteriana. Tiveram três filhos: Chester, Stuart e Hugh, que nasceu morto. Mesmo com obras já consagradas pelo público, além de escrever romances, contos e poemas, ajudava o marido em seus deveres pastorais e cuidava da casa e dos filhos. Sensível e inteligente, Lucy M. Montgomery imortalizou Prince Edward Island, local em que cresceu, por meio de maravilhosas descrições da vida, da natureza, da comunidade e das pessoas da pequena província. Todos os anos, milhares de turistas, direta ou indiretamente influenciados pelo modo de vida descrito em seus livros, vão à ilha para conhecer o lugar que ela tanto amava. Faleceu em 24 de abril de 1942, em Toronto, Canadá.
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