Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
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Cartografias do Devir-Criança na Baixada
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Temos pensado as infâncias em diálogo com Deleuze (2012), compreendendo-as como um dispositivo, uma rede complexa e heterogênea que articula discursos, instituições, arquiteturas, regulamentações e práticas que produzem o “ser criança” como um efeito de poder-saber. Como dispositivo, a infância é atravessada por linhas dinâmicas e tensionais. Aqui, buscamos dar visibilidade a essas linhas que compõem a infância, como as linhas de força, constituídas pelas normas, leis, discursos adultocêntricos e hegemônicos; as linhas de subjetivação, constituídas pelos modos de ser criança e, sobretudo, as linhas de fuga, constituídas pelos pontos de ruptura que escapam à captura (Tebet, 2019). É nessas linhas, nas suas dobras, fissuras e movimentos, que buscamos fazer visível o jogo político das infâncias. Mas se a infância como dispositivo opera por captura e codificação dos corpos e dos tempos infantis, é justamente aí que o devir-criança irrompe como potência de desestratificação. O devir-criança não é um retorno à infância, nem uma nostalgia do “ser criança”, é um processo ativo de desmontagem dos signos e territórios que a sociedade adultocêntrica impõe sobre os corpos em crescimento.
Alessandra Mendes Luiz é uma linda mulher negra, mãe de dois meninos, está, no auge dos 47 anos, experienciando uma nova metamorfose. Nascida na cidade de Duque de Caxias, graduada em administração, com ênfase em gestão de recursos humanos, pela Universidade Estácio de Sá, atualmente é graduanda em pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF-UERJ). Especialista em políticas Públicas e socioeducação, pela Universidade de Brasília, Escola Nacional de Socioeducação (UNB/ENS), é servidora pública do Estado do Rio de Janeiro, está como diretora da divisão de gestão de pessoas do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE). É apaixonada por pessoas, histórias e relações interpessoais, adora viajar e aprecia uma bela xícara de café.
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