Os melhores livros de fantasia para entrar de cabeça em outro mundo
Da fantasia épica ao realismo mágico, o gênero tem algo para cada tipo de leitor. Uma seleção dos livros que mais transportam, encantam e viciam, do iniciante ao veterano.
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Inspiração para um dos maiores clássicos do cinema, dirigido por Ridley Scott, este romance é de autoria do prolífico e revolucionário Philip K. Dick, um dos maiores expoentes da contracultura na ficção científica durante as décadas de 60 e 70. Rick Deckard é um caçador de recompensas, vivendo em uma San Francisco decadente, coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas. Um novo trabalho pode ser o ponto de virada para melhorar seu padrão de vida e realizar seu sonho de consumo: uma ovelha de verdade, para substituir a réplica elétrica que ele cria em casa. Para isso, Deckard precisa perseguir e aposentar seis androides que estão foragidos, se passando por humanos. Mas as convicções do detetive podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida quanto ele acreditava. Em Androides sonham com ovelhas elétricas?, título original deste livro, Philip K. Dick cria uma atmosfera sombria e perturbadora para contar uma história impressionante, e abordar questões filosóficas profundas sobre a natureza da vida, da religião, da tecnologia e da própria condição humana. Esta nova edição conta com capa ilustrada por Rafael Coutinho, com design de Giovanna Cianelli. A cena imaginada por Coutinho homenageia o filme e retoma o ar policial noir do romance, ao mesmo tempo em que explora a atmosfera de dúvida e segredos presente na obra de Dick.
Philip Kindred Dick nasceu nos Estados Unidos em 1928. Ao longo de seus 53 anos de vida escreveu intensamente, e com maestria. O profundo questionamento da condição humana e da verdadeira natureza da realidade tornou-se uma marca indelével de sua obra. Tanto que a ficcionista Ursula K. Le Guin chegou a considerá-lo o Jorge Luis Borges norte-americano. Essas inquietações transparecem em argumentos e tramas que Dick explorou de forma profunda, mas irreverente. Combinados na dose certa, esses elementos criaram textos inigualáveis que ganharam leitores em todo o mundo, atraindo, inclusive, o interesse de diretores e roteiristas de cinema. Autor de cinco coletâneas de contos e 36 romances, Philip K. Dick morreu em 1982, em decorrência de um acidente vascular cerebral.
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