Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Terceira produção poética de Cecília Meireles a vir a público, Baladas para El-Rei, de 1925, presenteia o leitor com versos que demonstram a rara capacidade de nossa maior poeta para evocar imagens e sentimentos, capitaneada por sua intrínseca musicalidade. As ilustrações presentes no livro concebidas pelo artista plástico português Fernando Correia Dias, primeiro marido de Cecília, expandem o som e a ressonância dos poemas da autora. A apresentação desta edição é assinada pelo crítico literário Marcos Pasche, mestre e doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. No texto, Pasche observa que “não é seguro apontar, com pretensa certeza, quem é o Rei receptor das baladas, mas é possível ouvi-las badalando no livro que é um reino do dizer obnubilado e do subentendido”.
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