Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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Subcultura e Antifascismo, 1958–2020
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“Queremos música rebelde, música de rua. Música que quebre o medo que as pessoas têm umas das outras. Música de crise. Música agora. Música que sabe quem é o verdadeiro inimigo. Ame a música, odeie o racismo.” Nos escombros do pós-guerra britânico, enquanto o império ruía e novas ondas migratórias transformavam o tecido social do país, a extrema-direita encontrava combustível para reorganizar seu discurso racista e nacionalista. Dos motins de Notting Hill em 1958 ao crescimento da National Front nas décadas seguintes, a retórica do “Keep Britain White” ecoava nas ruas, explorando o medo, a precarização e o ressentimento social. A resposta que veio a seguir, não foi apenas da esquerda institucional ou dos panfletos partidários, mas também da juventude mobilizada em organizações que tinham na música um campo de batalha. Nos anos 1950, a Stars Campaign for Interracial Friendship reuniu artistas do jazz e do folk em defesa da convivência interracial. No final dos anos 1970, quando a crise econômica e o avanço da National Front ameaçavam ganhar as ruas, o Rock Against Racism transformou palcos em trincheiras culturais. Bandas como The Clash, Steel Pulse, The Ruts, X-Ray Spex colocaram milhares de jovens lado a lado para afirmar uma cultura insurgente e antifascista. Já no século XXI, diante da nova extrema-direita e do British National Party, o Love Music Hate Racism retomou essa tradição com nomes como Billy Bragg, Asian Dub Foundation e diversos coletivos da cena grime e hip-hop. Ao revelar a íntima relação entre crise social e ascensão neofascista – e mostrar como a música pode se tornar arma estratégica na batalha contra o racismo – Babilônia em chamas traça uma história vibrante e urgente da resistência que incendiou a Babilônia britânica.
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