Os melhores livros de neurociência para leigos curiosos
O cérebro é o objeto mais complexo do universo conhecido, e você tem um. Livros que explicam como ele funciona sem precisar de doutorado para entender.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Quem é Aziri? Quem é essa mulher, identificada como “africana da nação Mina”, na fotografia de Christiano Junior, de 1864-1865? Ela é Aziri Dagwa? Francisca Maria? Chica d’Água? Qual era seu nome antes do sequestro? Os versos de Luciany Aparecida não podem desfazer o apagamento que recai sobre essa história, mas revelam a travessia de uma das grandes autoras da atualidade em busca de uma “mana” em que vislumbra o “brilho presente de nossas ancestrais”. Aziri é também a personagem principal do novo romance de Luciany Aparecida, Tinta da Bahia , ainda inédito. O livro contará a história ficcional da africana Aziri Dagwa, criança sequestrada na região do rio Níger, no Mali, e traficada para o Brasil a partir do Benim, na chamada Costa da Mina. Na Bahia, Aziri foi batizada como Francisca Maria e, depois, ficou conhecida como Chica d’Água, em Valença, no litoral baiano. No poema, Aziri renasce, se faz eterna “assombrando poemas”. Na cadência suave dos versos, é possível ouvir sua voz, seu lamento, seu regresso. E tudo é muito luminoso ao seu redor, porque Aziri volta para fazer festa, para dar um basta ao “convívio sequestrado” e dizer, de uma vez por todas, “vamos, irmã, caminhemos juntas”. Aziri é a segunda plaquete de uma trilogia em diálogo com fotografias de mulheres negras do século xix. A série começou com Macala , primeira plaquete do Círculo de Poemas, de janeiro de 2022, escrita a partir da clássica fotografia Mulher negra da Bahia , de c . 1885, de Marc Ferrez. A terceira plaquete da série será publicada em 2027.
Luciany Aparecida nasceu em 1982 no Vale do Rio Jiquiriçá (BA). É professora do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP. Entre seus livros, destacam-se Contos ordinários de melancolia (paraLeLo13S, 2017), Mata doce (Alfaguara, 2023), vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, e Macala (Círculo de Poemas, 2022).
Outros livros de Luciany Aparecida
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
O cérebro é o objeto mais complexo do universo conhecido, e você tem um. Livros que explicam como ele funciona sem precisar de doutorado para entender.
Para entender o Brasil de hoje, é preciso conhecer o Brasil de ontem. Uma seleção dos livros de história que mais iluminam nossas raízes, contradições e possibilidades.
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Para escolas, universidades, autores e editoras